BRINCARTE

BRINCARTE
BRINCARTE

Saturday, October 24, 2026

LAJEDO

 

LAJEDO

 

Léu, léu, léu,

Se eu desta escapar,

nunca mais festa no céu...

 

Era dia de festa no céu, só os avoadores foram convidados. Fez-se tamanho alvoroço e o cágado disse que ia de qualquer maneira e conseguiu uma carona no voo da garça.

 

Lá no meio da viagem o cágado escapou e caiu: Arredem-se, pedras, paus, senão vos quebrareis! As pedras e paus se afastaram, e ele caiu; porém todo arrebentado. Seu casco partiu-se em vários pedaços. Deu trabalho remendá-lo.

 

Outras tantas contam: o cágado desafiou a raposa para uma corrida e ganhou. Como? O cágado comeu o rabo do lagarto, que se queixou ao responsável da aldeia e o cágado defendeu-se dizendo que encontrou o rabo perto de um buraco e que não era de ninguém. Bicho tão sabido, fino que só lã de cágado! Vi um desse lá na Volta do Canhoto. Estava desafiando o boi:

 

Este meu boi Espácio morava em dois sertões

comia nos cipoais, bebia nos caldeirões.

 

- Vê se te enxerga, atrevido.

 

Duma patada o cágado escorregou nos lajeiros e saiu levado pelas correntezas dos rios Quatis, da Chata e do Retiro. Depois foi levado pelos riachos Bonito, Doce e do Serrote e foi parar no pé do lajeiro aonde a onça mora!

 

- Agora que me danei!...

Veja mais aqui.