Imagem: integrantes do grupo vocal Mulheres
Fulni-ô, na divulgação do espetáculo musical Vozes Ancestrais –
Yafeëkhet’de Sekletxase.
Um beija-flor já vi morto
Ali na verde roseira
Deu-lhe a morte agudo espinho
De uma rosa traiçoeira!
Ouvimos a hestória triste perto do olho d’água de Yu-py,
que assim era pros Ouricury: É espinho aguçado, fino e pontiagudo.
Ouricuri é sigilo yaathe e sagrado Fulni-ô – o
povo da beira do rio! É ritual só pra iniciados, muita reza e oração. Nele se
faz artesanato.
Ouricuri é palmeira nordestina e um jardineiro certa vez
encantou-se com uma linda
roseira e resolveu colher a linda rosa para oferecê-la para quem mais
estimasse. Ao entregá-la, a pessoa gritou! Ai! Ele então envergonhou-se e ficou
muito desapontado, recolhendo a rosa que causara dor na pessoa amada.
Desculpou-se e saiu. Espera! Ainda cabisbaixo, aguardou as reclamações. Dê-me,
vá, muito obrigada! Ele ficou perplexo: Obrigado? A rosa feriu e não era isso
que eu queria. Não me feriu, apenas deixou uma marca para que eu jamais esqueça
ato tão singelo.
Meu balaio de costura
Tem um segredo no fundo
Querer-me bem, quem desprezo
Querer-me mal todo mundo!
Quem anda de noite faz vezes de
bacurau!
Da serra do Jupi dá pra ver tudo: os sítios Catonho, Miné, Pau-Ferro, Raposa e Xícurus. Os
rios da Chata e o do Retiro. Os riachos do Estreito e da Volta do Rio.
Dois pés de Ouricuri na Praça do
Rosário, era lá um antigo Jatobá, mas o marco zero é no Peri-Peri. As plantas das casas das missangas e
lá estão as Areias, Barro Vermelho, Lagoa da Pedra, Marmeleiro, Miné,
Pau-Ferro, Rio da Chata, Saco-dos-bois, Santa Rosa, Serrinha e Várzea da
Raposa. Veja mais aqui.

