BRINCARTE

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Saturday, August 01, 2026

LITERATURA DE CORDEL

 

 

CORDEL DESDE INFÂNCIA, APRUMANDO A CONVERSA

 

Luiz Alberto Machado

 

Desde menino da beira do rio que sempre apreciei embolada, repente e cantoria.

Não havia esquina em que não encontrasse dois violeiros, viola de dez cordas ao ombro, pronto para glosar qualquer mote.

Lá estava eu olhos vidrados no meio da feira – prestava atenção aos improvisados dos repentistas.

Quando não, uma dupla de pandeiro puxando o coco: Embolar coco é assim, se a gente perde o começo não sabe onde é o fim...

Não fosse minha mãe me arrastar pelas orelhas, ali ficaria de esquecer tudo: era para ajudar no carregamento das sacolas de compras, peso danado, não para ficar entretido gastando as vistas, aboletado nas visões e de braços cruzados. Foi.

Aí, xexéu da cara lisa, imitava o que via e ouvia, sapecando umas quadrinhas infantis, que findaram publicadas, pela iniciativa da saudosa professora do primário, Hilda Galindo Corrêa, no suplemento Júnior, do Diário de Pernambuco, editado pelo memorável jornalista Fernando Spencer.

Ah, foi o bastante para me achar um poeta de cetro e coroa, todo pabo e cheio das noves horas.

Foi só um começo, pois ao chegar pelas beiradas dos 10 anos de idade, santa inocência minha: enchia o peito por bater o centro na atividade laboral de copista, ocupado em efetuar o registro de sentenças prolatadas pelo Juiz de Direito da Comarca, catando o palavreado para mais versejar.

Era como se tivesse achado uma botija, logo me agarrando aos dicionários e enciclopédias.

A coisa estava ficando séria e, achando pouco, ainda agarrava uma viola de 10 cordas e me danava a compor umas modas estouvadas.

Pronto!

Agora era o sabiá da parada!

Teria êxito nessa empreitada, não fosse um irrisório detalhe: não sabia nem os acordes nem cantar, tocava assim mesmo, de qualquer jeito, na intuição: telengotengo, larará.

Lá ia eu e o tempo foi passando.

Como era tão desajeitado, a minha arte perturbava a paciência alheia: os meus esgoelados das tripas coração levou a uma medida coercitiva. E meu pai, que era um sonetista de mão cheia e admirador da cultura popular, resolveu botar os pingos nos iis e tomou uma providência que quase deu certo.

Primeiro, ele sempre me levava junto para vê-lo provocar um ou outro cantador para destrinchar uns motes, dizendo inclusive como queria o desenrolado, se martelo agalopado, se galope, mourão, ou desafio que fosse, findando até um esculachando o outro, dos dois quase brigarem na vera e saírem no braço. Tudo só pra risadagem. No final, ele virava pra mim: Viu como é?

Ah, via, muitas vezes, quase todo dia, uma velha senhora sentada num batente da igreja da matriz, berrando: Tem quatro coisas no mundo que não ensino a ninguém: é nadar num rio cheio, correr na frente de um trem, é amar quem não lhe ama, esperar por quem não vem!

Tanto gostava disso que fui aprendendo aos poucos a distinguir as mais diversas formas: quadrão, galope à beira-mar, décima, sextilhas, oitava antiga ou obra de oito, dez de queixo caído, oitavão rebatido, oitava corrida, ligeira, desmancha ou décima corrida, língua d’angola, coqueiro da Bahia, dez de adivinhação, louvação, trava-língua, rojão pernambucano (Quando eu ia ela voltava, quando eu voltava ela ia), colecionando cordel de todo tipo, desde o Pavão Mysterioso até os que apareciam na hora que a gente gravava no que podia.

Além do mais, meu pai tinha disco de tudo quanto fosse de cantoria, até do Daniel Cavalcanti com o seu “In riba do grande hoté Boa Viagem a coisa é mermo que queijo.

Ou Manuel Bentevi: “Paro todo movimento do estado, só funciona o Recife se eu quiser.

A gente se deliciava curtindo o poder de improvisação dos aedos e rapsodos da hora, inclusive alguns até bem picantes e hilários.

Outro dia, lá estava eu telengotengo na maior violagem tresloucada e, meu pai, logo percebeu que eu andava olvidando das funções ao vivo e das leituras.

Foi.

Ele deu um puxavanque na viola que eu barulhava e sacudiu na caixa dos meus peitos aquele Tratado de Versificação, do Bilac & Guimarães Passos, com uma recomendação: Tome, aprenda direito!

Como eu misturava demais as coisas, deu-me depois, um catatau de livros: o do Amorim Carvalho, o da Teoria do verso do Rogério Chociay, uma antologia dos cantadores Francisco Linhares e Otacílio Batista; e outra de Violeiros e cantadores, do Câmara Cascudo.

Agora sim, era para aprender de mesmo.

Tá.

E finquei pé enrolado com hemistíquios, anaspésticos, aliterações, assonâncias, escansões.

Bem, a coisa parecia que ia, de fato.

Tanto é que pelos 12 ou 13 anos de idade, por aí, mais ou menos, entre uns e outros versos aloprados, sapequei uns estúrdios estrofados robustos e, entre eles, um que, à época, me deu maior empáfia e cujo título não poderia ser mais desproposital: Fotogenia enfática de um mentecapto alógico.

Repara só o desatino.

Mais pavoneado fiquei porque essa caprichada poética foi, mais tarde, integralmente publicado no jornalzinho do Grêmio Cultural Castro Alves, do Colégio Diocesano, e, também, exposto pela professora Jessiva Sabino de Oliveira, no mural da Biblioteca Municipal.

Taí, pense num cabra metido, hem!

A rebuscada toda virou mania e refletiu nas escrevinhações posteriores e nas duas dúzias de músicas que fiz com o parceiro Fernandinho Mélo Filho, o Bigode-bigodinho. As músicas eram dele e ótimas, graças ao talento do parceiro; mas as letras, vôte!, era cada caprichada pseudoparnasiada que, ao serem espremidas, só davam aranzéis – ô salada indigesta de versos adoidados.

E para encurtar a hestória: meus versos só serviam mesmo para mangação e pilhérias na cara, pelos meus pariceiros; ou pelas costas depois de muita corda, só esperando a merda que eu ia cometer.

Tinha que ter um freio: ou aprumasse cavoucando o talento, ou partisse para outra.

Persistia e toda verborragia adolescente não resistiu à leitura de Maiakovsky: “Poeta é quem cria regras poéticas!” E ele, que se considerava uma Nuvem de Calças, dizia mais no seu Como fazer versos: “As regras não existem!”

Eita! Mas, como? Não entendia.

E ficou mais embaralhado ainda quando botei as vistas na Essência da Poesia do Eliot: “A tarefa do poeta é levar a efeito uma revolução na linguagem”.

Pronto. E agora?

Não adiantaram as leituras de estilística, dos manuais de prosódia e califasia, dicionários de acordes, tomos poéticos, como os de Jean Cohen, Delas & Filliolet, nem tratado de versificação que fosse: não levava jeito mesmo – muito embora insistisse publicando uns livrinhos com meus experimentos supostamente poéticos.

Por conta do desarrazoado, sempre me vi um poetastro, um poeta d’água doce. Salvei-me por ser um bom leitor.

Vamos lá.

Pois bem.

A experiência de adaptar a peça teatral João sem Terra, de Hermilo, me fez incursionar de forma mais aprofundada pela Literatura de Cordel – e eu já tinha publicado dois livros com meus poemas adolescentes. Tive de rever tudo e recomeçar do zero. Não deu certo, requeria pressa por causa da data de estreia do espetáculo e eu não tinha essa perícia toda, tanto que incumbi Gilberto Melo, poeta dos bons lavado pelos birinaites, a fazer a poesia com o desafio entre João Sem Terra e o Pai da Mata. Giba tomou uma e saiu na hora! Ficou um primor e, não fosse isso, não haveria um dos pontos mais altos do espetáculo, o que salvou a minha adaptação.

Até que depois encarei seriamente a reestudar a métrica e cometi, depois de trocentos anos de estudo e pelejando com as pestanas na ponta dos dedos, o cordel Tataritaritatá, com a pretensão de fazer um martelo agalopado.

Foi.

De fato: escrevi um martelo agalopado.

Porém, como quase não tinha fôlego para tal, fechei com uma martelada, porque o último e alguns outros versos ficaram com o pé quebrado. Coisa de amador dos ruins mesmo.

Depois de publicado o cordel foi que corrigi e fechei as dez estrofes com dez versos cada uma delas e dez sílabas em cada verso.

Uma prova e tanto. Ufa! Haja trabalhada.

Foi daí que passei a ministrar uma oficina de Literatura de Cordel, abordando sobre a história e a origem da literatura popular, os tipos de poesia, a métrica, entre outros assuntos.

Apreciador me mantenho até hoje, tendo já destacado grandes clássicos do cordel nordestino no zineblog TTTTT e aplaudindo muito cordelista!

Quanto a cometê-los, uns ou outros, como o Cordel do Cantador e o xoteado Desnorteio, assim na veneta.

E comecei uma outra martelada com meta agalopada, com o tema do combate à violência contra a mulher. Elas merecem essa apologia e tratamentos de flor, mas até agora só saiu uma estrofe. E olhe que já faz tempo que tenho futucado na versejada, pelo jeito vai demorar mais um bocadinho.

Vamos nessa.

 


Veja o Cordel Tataritaritatá aqui.

O cordel do Cantador aqui.

Desnorteio aqui.

&

Cordel na Escola aqui, aqui & aqui.

 



Saturday, July 18, 2026

LER BEM & ZEUS VINICIUS BARBOSA HOLANDA

 

 

LER BEM – Foram 3 encontros, dias 29 de junho,07 e 14 de julho de 2026, com o estudante Zeus Vinícius Barbosa Holanda, da Escola Municipal Professora Maria Elizabete de Oliveira Calado, em Palmares, Pernambuco.

Sob a coordenação do professor e poeta Admmauro Gommes, os encontros ocorreram no Observatório de Linguagens, Centro de Treinamento Douglas Marques, da Semed – Palmares, com acompanhamento do professor Emerson José Oliveira da Silva e dos técnicos da Semed, comandados pelo professor Valmir Melo.



Nesses encontros foram procedidas, desde a etapa anterior, conversas preliminares com o estudante participante, que realizou em seguida leitura em voz alta para avaliação, diagnóstico e sensibilização. Observou-se durante as leituras efetuadas as questões atinentes às pausas e ritmo de leitura, os sinais de pontuação, bem como observância das necessidades e determinação de exercícios e treinos. Repetiu-se novos exercícios de leitura em voz alta de trechos do livro em estudo, identificando a necessidade de exercícios de dicção, o nível de expressão, a maneira de utilização e articulação das sílabas, palavras, frases e períodos; o nível de articulação dos sons e das sílabas na leitura, a clareza e confiança na produção dos sons da fala, a velocidade e o tom adequado, a altura da voz, a pronúncia, a intensidade, o ritmo congruente de leitura, visualização de ressonância (potência) e clareza da fala como base da projeção vocal dos alunos, ritmos (normal, lento, acelerado), altura (voz alta, baixa, normal), entonação e sentimento (alegre, triste, raivoso, distante), recomendando-se a realização de exercícios para o alunos, sob a observância de professores, gestores e pais, tanto em sala de aula, como no ambiente residencial do aluno. Também foram procedidos exercícios de respiração, leitura com rolha, trava-línguas, audição de áudio da obra estudada para identificação de palavras de outros idiomas, exercício de leitura no espelho, exercício de auto-escuta, entre outros. Ao finalizar o encontro foram refeitos exercícios de respiração e dicção, de postura e segurança com treino de ritmo e velocidade adequada, reiterando-se as recomendações passadas.

A obra estudada foi A volta ao mundo em 80 dias (Le tour du monde en quatre-vingts jours - FTD, 2013), do escritor francês como Júlio Verne (Jules Gabriel Verne – 1828-1906), considerado o inventor do gênero de ficção científica e que na obra publicada em 1873, retrata a tentativa do solitário cavalheiro inglês Phileas Fogg e seu empregado, Passepartout, de dar a volta no mundo em 80 dias. O protagonista acorda rotineiramente sempre no mesmo horário, faz a barba, toma café da manhã e parte para o Reform Club, onde passa o restante do dia para ler os principais jornais da capital inglesa. À noite, reúne-se com os colegas para a tradicional partida de uíste (jogo de cartas para duas duplas, ancestral do bridge) e para comentar os assuntos do dia. À meia-noite, pontualmente, volta para casa. E assim se segue até o fatídico dia da aposta, ao surgir o assunto do roubo no Banco da Inglaterra, especulando-se à mesa qual o paradeiro do ladrão, quando Fogg refere-se que ele poderia estar em qualquer lugar, uma vez que, causado pelos avanços tecnológicos, qualquer um seria capaz de dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Todos discordam e apostam. Fogg e Passepartout partem em viagem para pegar um trem para o sul da Europa e, de lá, um vapor para o Suez, na África. No seu encalço, entretanto, segue um detetive inglês, convicto de que havia sido Fogg quem roubara o banco londrino. O detective Fix segue-os quando pegam outro navio em Suez com destino a Bombaim, na ìndia, certo de que fora Fogg quem roubara aquele banco. Em Bombaim pegam um trem para Calcutá e o imprevisto da ferrovia inacabada. Tiveram, então, que descer na metade do caminho e improvisar um segundo meio de transporte até chegar ao outro ponto da rede, onde haveria outro trem. Fogg compra para si um elefante, e seguem viagem. Um guia é contratado para levá-los selva adentro até alcançarem a outra parte da ferrovia. No caminho, presenciam um estranho ritual nativo que lhes dá calafrios: uma bela mulher era carregada para ser queimada viva junto ao corpo do marido, já morto. Tinham o costume de que, se o marido morresse, a mulher deveria morrer junto. Fogg decide resgatar a moça e Passepartout finge que é o cadáver e entra no caixão. Na hora do ritual, levanta de seu leito fúnebre e carrega a donzela nos braços, provocando arrepios nos que assistiam à cerimônia. Chegam em Calcutá com Aouda, de lá para Hong Kong em navio, quando Fix decide contar de os estar seguindo. Daí ocorrem outros imprevistos e seguem para os Estados Unidos. E retornam ao Reino Unido em tempo de Fogg ganhar a aposta, quando Fix consegue prendê-lo. Entretanto, o verdadeiro ladrão já havia sido preso há três dias, e após algumas horas Fogg é solto. Partem em correria os três, Fogg, Passepartout e Aouda, quando esta pede Fogg em casamento e, ao mesmo tempo, ganha a aposta. Esta obra é considerada uma das maiores da literatura mundial, tendo inspirado adaptação para o teatro e o cinema.

LER BEM - O concurso Ler Bem é uma iniciativa da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA) para incentivar a leitura entre estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de escolas municipais de Pernambuco. O objetivo principal é promover o hábito da leitura e desenvolver habilidades de leitura e interpretação, estimular a espontaneidade na leitura, além de reconhecer e premiar alunos que demonstrem excelente desempenho em leitura em voz alta, com foco em obras literárias específicas.

ESTUDANTE DA REDE MUNICIPAL RECEBE TABLET POR DESTAQUE NO CONCURSO LER BEM – Divulgação Semed - Palmares –PE. O estudante Zeus Vinícius, da Escola Municipal Maria Elizabete Calado, recebeu um tablet como reconhecimento por sua classificação para a etapa regional do Concurso Ler Bem. O equipamento foi enviado pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA), idealizadora do Concurso Ler Bem, e entregue pela secretária executiva municipal de Educação, Elizângela Neves, reforçando o compromisso com o incentivo à leitura e a valorização dos talentos da Rede Municipal de Ensino. A conquista de Zeus Vinícius representa o resultado da dedicação, do incentivo à leitura e do trabalho desenvolvido pela escola e por toda a comunidade escolar, inspirando outros estudantes a acreditarem no poder transformador da educação.

 

Veja mais:

Ler Bem 2026 aqui

Ler Bem 2025 aqui

Júlio Verne aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

&

Arte na Escola aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 



Saturday, July 11, 2026

CRIANÇA

 


 CRIANÇA

 

Música & Letra de Luiz Alberto Machado

 

Brinquedo de criança

Que eu vou brincar

Contigo nesta noite

Eu quero me embalar

Coisas de infância

Que eu vou sonhar

Com novas brincadeiras

Que eu vou inventar

Brincando de cantiga

Que eu vou cantar

Cantando a minha vida

Que já vai começar

Pular amarelinha

Ou estudar toda lição

São coisas que a gente

Vai guardar no coração

Ou pula academia

Ou faz a roda ou garrafão

Jogando bola o tempo todo

Para alegrar nossa canção

Capelinha de melão

É de São JoãoÉ de cravo, é de rosa

É de manjericão

Pular corda direitinho

Pula fora, não

Se pular a corda fora

Leva um beliscão

O seu rei mandou dizer

Pra cantar outra canção

Que a cantiga já ta feita

E não tem outra não

Não tem outra não

Não tem outra não

Não tem outra

Não.

 

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Falange, falanginha, falangeta. Maceió: Nascente, 1995. Apresentada no show “Por um novo dia”, , na temporada de 1986/87. E incluída no espetáculo Nitolino no Recino encantado de todas as coisas, temporada 2010/2015. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 


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Sunday, June 28, 2026

ARTE NA ESCOLA: ARTESANATO

 

ARTE NA ESCOLA - A professora Fátima Portela realizou com os alunos do 6º e 9º anos, da Escola CAIC, de Palmares (PE), trabalho de artes por meio da expressão artística do artesanato, numa homenagem aos artesãos locais, com a confecção de enfeites juninos. As atividades foram consequências da formações de Artes, promovidas pela Semed- Palmares (PE), que atua no fomento das atividades artísticas na gestão educacional da Rede Pública palmarense.

 


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Monday, June 08, 2026

A MENINADA DO LER BEM

 

 

LER BEM - No último dia 02 de junho, no auditório da Semed-Palmares (PE), atendendo ao calendário do Observatório de Linguagem foi realizado o encontro entre os alunos e técnicos da Semed para o Concurso Ler Bem.

 


15ª EDIÇÃO DO CONCURSO LER BEM – O concurso Ler Bem é uma iniciativa da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA) para incentivar a leitura entre estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de escolas municipais de Pernambuco. O objetivo principal é promover o hábito da leitura e desenvolver habilidades de leitura e interpretação, estimular a espontaneidade na leitura, além de reconhecer e premiar alunos que demonstrem excelente desempenho em leitura em voz alta, com foco em obras literárias específicas. Em 2026, o concurso tem como foco a obra “O maravilhoso Mágico de Oz”, do escritor estadunidense Lyman Frank Baum (1856-1919).

 


LER BEM – SEMED PALMARES (PE) – Sob o comando da Secretária Municipal de Educação dos Palmares, professora Elisângela Neves, com a supervisão do professor Valmir Melo, responsável pelo Plano de Ação: Desenvolvimento da Leitura Fluente para Concurso Ler Bem. O objetivo geral deste plano de ação é desenvolver a fluência leitora dos estudantes, promovendo uma leitura expressiva, compreensiva e segura, visando a participação no concurso de leitura. Entre os objetivos específicos estão estimular a espontaneidade durante a leitura oral; trabalhar a entonação adequada da voz conforme o gênero textual; desenvolver o uso correto das pausas de acordo com a pontuação; melhorar a dicção, ritmo e segurança na leitura; e incentivar a interpretação textual e a expressividade. Os critérios trabalhados são a espontaneidade (leitura natural e segura; demonstração de confiança; e expressividade sem mecanização) e entonação da voz (variação vocal conforme sentimentos e pontuação; ênfase nas falas e emoções do texto; respeito aos sinais de exclamação, interrogação e diálogos; aplicação das pausas necessárias; respeito aos sinais de pontuação; uso adequado das pausas curtas e longas; e ritmo fluido e compreensível).

 


ESTUDANTES - Estiveram presentes os estudantes classificados da Rede Municipal de Ensino, acompanhados devidamente pelos professores e gestores. Os alunos classificados desta edição foram os alunos: Emerson Henrique Antônio da Silva. (10 anos), da Escola Luiz da Rocha Leão, Sara Emanuelle Pereira da Silva (10 anos) da Escola Municipal Luís Carlos Ferreira Silles e Zeus Vinícius Barbosa Holanda. (10 anos), da Escola Municipal Professora Maria Elizabete de Oliveira Calado.

 


ACOMPANHAMENTO & OUTRAS ATIVIDADES Para atendimento dos objetivos e critérios do Plano de Ação do concurso, o professor e poeta Admmauro Gommes, coordenador geral do Observatório de Linguagens, desenvolveu uma conversa preliminar com os estudantes, promovendo a apresentação individual e, logo em seguida, a leitura individual de um trecho do livro para diagnóstico e sensibilização. Observou-se durante as leituras efetuadas as questões atinentes às pausas e ritmo de leitura, os sinais de pontuação, bem como observância das necessidades e determinação de exercícios e treinos. Repetiu-se com os alunos participantes novos exercícios de leitura em voz alta de trechos do livro em estudo, identificando a necessidade de exercícios de dicção, o nível de expressão, a maneira de utilização e articulação das sílabas, palavras, frases e períodos; o nível de articulação dos sons e das sílabas na leitura, a clareza e confiança na produção dos sons da fala, a velocidade e o tom adequado, a altura da voz, a pronúncia, a intensidade, o ritmo congruente de leitura, visualização de ressonância (potência) e clareza da fala como base da projeção vocal dos alunos, ritmos (normal, lento, acelerado), altura (voz alta, baixa, normal), entonação e sentimento (alegre, triste, raivoso, distante), recomendando-se a realização de exercícios para o alunos, sob a observância de professores, gestores e pais, tanto em sala de aula, como no ambiente residencial do aluno. Ao finalizar o encontro foram refeitos exercícios de respiração e dicção, de postura e segurança com treino de ritmo e velocidade adequada, reiterando-se as recomendações passadas.

 


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Saturday, January 03, 2026

O SONHO DA CIGARRA, TACIANA & KRISTINA CRUZ

 

 

O SONHO DA CIGARRA (por Admmauro Gommes) - No primeiro dia deste ano (2026), li o livro de literatura infantil O Sonho da Cigarra (Asinha, 2025), da palmarense Taciana Cruz e de sua filha Kristina Cruz, nascida na então República Theca, hoje Tchéquia. A obra faz uma releitura da conhecida história da formiga e da cigarra, e apresenta um enredo com outra perspectiva, na qual se observa a cooperação mútua entre as personagens. Ambas se ajudam de acordo com o potencial de cada uma. Assim, o livro aborda a generosidade como um valor possível de ser cultivado entre seres tão diferentes, ao destacar a importância do trabalho braçal (formiga), ao lado de atividades intelectuais, como o canto (cigarra), tão necessários à vida em sociedade. Essa nova abordagem desconstrói a animosidade entre cigarra e formiga, ponto crucial no enredo de Esopo, pai das fábulas populares. Salta aos olhos outro aspecto: mãe e filha desenvolvem um projeto de leitura e escrita que altera significativamente a percepção de mundo, quando lançam mão de uma estratégia em favor da produção textual através da reinterpretação de uma consagrada narrativa da literatura universal. Essa abordagem, que visa estimular o hábito da leitura na criança, considera o protagonismo do leitor estudante, ressignificando a compreensão textual, ao tempo em que instiga habilidades linguísticas e imaginativas, essenciais nas primeiras etapas da vida escolar. O Sonho da Cigarra é, sem dúvida, um ato pedagógico a ser seguido, especialmente quando se trata de ‘ensinar a fazer, fazendo’. Pelo exemplo da mãe, nasce a escritora filha. Como se lê na contracapa do livro: “Uma história emocionante e cheia de ensinamentos que aquece o coração e ensina a acreditar em si mesmo." Veja mais aqui, aqui & aqui.

 


ADMMAURO GOMMES – É professor de Teoria Literária, poeta, cronista e membro da Academia Palmarense de Letras (APLE). Veja mais dele aqui, aqui & aqui.

 

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Saturday, December 06, 2025

ARTE AFRO-INDÍGENA NO CAIC JOSÉ DO REGO MACIEL

 

Numa iniciativa das professoras Fátima Portela e Luciana Flávia, os alunos do 6º ao 9º, da Escola CAIC José do Rego Maciel, de Palmares (PE), apresentaram no último dia 27 de novembro, a culminância do projeto Afro-Indígena, com a temática “Nós criamos o mundo, só esqueceram de contar”.

 




A exposição contou com apresentações da linha do tempo com a história e arte afro-indígena, leituras, capoeira e um destaque para a obra Quarto de Pensão, da escritora Carolina Maria de Jesus.

 





Estiveram presentes a gestora Ângela Guimarães, coordenadora Rosana, os professores Cleberson e Edselma Gomes, além do técnico formador da Semed, Marcos Solano.

 


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Sunday, November 30, 2025

MINHA CUMADI FULOZINHA, DE GIVA SILVA

 

 Somos filhos da Mãe da Mata e tivemos com ela, cada qual, as suas experiências. Justamente por isso mesmo: desde a mais tenra idade a Cumadi Fulozinha faz parte das nossas vidas. E há quem, como eu e o autor desta obra, tenha vivenciado muito e tanto, a ponto de, em si, manter sagrada as marcas ancestrais vivas em sua espiritualidade. Afinal, confesso: até hoje ela vive comigo. Além do mais, outras coisas contadas e cantadas: somos causas e consequências de histórias - todas emergentes a cada dia, a cada ano vivido, em cada momento do presente que passou agorinha mesmo. Eita! Foi. Inventamos estórias por vivermos dos porquês, fatos, fantasias, devires. Vivemos do que vem de dentro: o que é e será sempre. Enfim, somos todos hestórias (LAM).

Texto escrito para a publicação do livro Cumadi Fulozinha (2025), do educador, comunicador e militante indígena Giva Silva (Givanildo M. da Silva), que é o idealizador e coordenador da Tv Imbaú. O livro é ilustrado pela artista Ariana Atanazio e é memorialístico e onírico, mergulhando nas lembranças de um menino guiado pelo avô num universo de descobertas infinitas. No centro dessa jornada, como objeto de fascínio e curiosidade, está uma das figuras mais enigmáticas e fundamentais da cultura indígena e popular do Nordeste: a protetora das matas, Cumadi Fulozinha. Com uma narrativa que oscila entre o real e o imaginário, o texto evoca não apenas as memórias afetivas da infância, mas também a força mítica dessa entidade guardiã, cuja presença transcende as histórias sobre ela para se tornar um símbolo de resistência e mistério. O avô, como narrador e guia, conduz o menino (e o leitor) por um mundo, no qual os limites entre a realidade e o sonho se dissolvem, revelando a profunda conexão entre a cultura ancestral e a formação de um imaginário pessoal. Assim, a obra comemora a tradição oral, o afeto familiar e o poder das histórias que moldam quem somos—ou quem desejamos ser. Veja mais aqui.

 


Saturday, November 22, 2025

ARTE AFRO NA ESCOLA IVONETE LINS

 

Os alunos do 7º ano A, da Escola Ivonete Ferreira Lins, realizaram atividades comandadas pela professora Luciana Girlan, com oficina de máscaras africanas, com o uso de papelão e tintas coloridas, denominada Rostos da África, na qual buscou-se a promoção do reconhecimento e da valorização da cultura africana e afro-brasileira. Veja mais aqui & aqui.