BRINCARTE

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Saturday, July 17, 2021

BRINCANDO COM ALICE

 

 

- Oi, Alice, você sabia que “a única forma de chegar ao impossível, é acreditar que é possível.

 

- Não.

 

- Ué, você não é Alice?

 

- Sou.

 

- Do país das maravilhas?

 

- Não.

 

- Do Lewis Carroll?

 

- Nunca ouvi falar!

 

- Nem do país de quantum?

 

- Não.

 

- Nem um pouquinho Alice do Gato de Botas, do Jaguadarte,do chapeleiro?

 

- Não.

 

- Ué, Alice de quem?

 


- De mim mesma.

 

- Desculpe, você é muito bonita, mas bem que podia me falar do país das maravilhas, não acha?

 

- Não.

 

- Faça isso não.

 

- Ah, você quer mesmo brincar?

 

- Quero!

 

- Então, pega o beco e vai passear, tá?

 

- Hum!


 


BRINCANDO COM NICK

 

 

Nitolino todo adiantado com o mocinha bonita, foi logo puxando conversa:

 

- Ô Nick, vamos fazer piquenique?

 

- Aonde?

 

- Lá depois de Jacuipe!

 

- E onde é que fica isso?

 

- Depois da taba do cacique!

 

- Quem?

 

- É só passar de tabique, lá depois de lé com cré!

 

- Vôte! Entendi nada...

 

- Ô Nique, você sabe o que é?

 

- Hem?

 

- Os sinos de Belém?

 

- De quem?

 

- Que vai vaivém!

 

- Como é que é?

 

- Cara ou coroa, se vira quem quer!

 

- Pronto, endoidou!

 

- Se você for eu também vou!

 


- Quer brincar direito?

 

- Quero.

 

- Então vai ver se estou lá na esquina...

 

Ele foi. Foi e voltou:

 

- Você está lá não, Nick.

 

- Ah, vai aprender a lamber sabão!

 

- Eu, não.

 



BRINCANDO COM TARSILA

 

 

Aí Nitolino perguntou:

 

- Ô Tarsila, para onde tu vais, menina bonita?

 

- Quem é você?

 

- Sou Nitolino Brasileiro da Silva!

 

- Quem?

 

- Nitolino! N-i-ni-t-o-to-l-i-li-n-o-no! Nitolino!

 

- Nunca vi mais gordo, vá crescer para aparecer, viu?

 

- Ô menina, eu já cresci, você que é grandona e bonita!

 

- Destá! Brinco mais dessas coisas não!

 

- Brinca não?

 

- Não.

 

- Ah, mas você é tão bonita e não brinca mais. Devia de brincar comigo de o que é o que é, de trava-língua ou de assombração!

 


- E você sabe o que é o que é?

 

- Que dá pinote e faz bé?

 

- Não.

 

- Que tem cara de besta igual um Mané?

 

- Não.

 

- Que deita a cabeça pra fazer cafuné?

 

- Não.

 

- Que solta rojão pra ver buscapé?

 

- Não.

 

- Que tira o sapato e fica só o chulé?

 

- Não.

 

- Que junta galinha pro galo Garnizé?

 

- Não.

 

- Então o que é?

 

- Um peteleco na orelha e um pisão no pé!!!

 

- Oxente, que menina mais sabida?

 

- Comigo é assim que é!

 



BRINCANDO COM LUNA BEATRIZ

 


 

Lá ia Nitolino quando de repente viu...

 

- Que menina mais bonitinha!

 

- Luna Beatriz, prazer!

 

- A que chega e diz?

 

- Como?

 

- Que quer ser feliz?

 

- Hem?

 

Hehehehehehehe!

 

- Quem é você?

 

- Sou Nitolino Brasileiro da Silva!

 

- Quem?

 

- Um super-herói!

 

- Eita!

 

- Isso mesmo, quando quero inventar sou Super-Nito!

 

- Nunca ouvi falar desse!

 

- Nunca?

 

- Jamais!...

 

- Sou o melhor de todos!

 

- Vixe, que amostrado!

 

- Você quer brincar?

 

- Quero!

 

- Vamos brincar de burra-cavalo?

 

- Oxe!

 

- De polícia e bandido?

 

- Sai pra lá...

 

- De ver quem corre mais?

 

- Muito chato.

 

- Você quer brincar do quê, então?

 

- De cantar!

 

Então, vambora!!!!





Saturday, July 10, 2021

TONINHO AGARROU A GIRAFA!!!

 

Era uma vez um menininho muito sapeca. Estava meio assim meio assado, arrumando o que fazer. Andou a casa toda e foi bater no quintal, onde viu escondidinha uma girafa bem pequenininha. Uma girafa! Eba! Vou pegá-la. E foi pegá-la e ela correu. Pega mas não pega, atrás dela que fugia. Ô girafinha mais sem jeito! Tanto insistiu em agarrá-la e ela escapava. Aí cansou e, então, falou pra ela:

 

- Ô girafinha, deixa eu pegar você!

 

E ela: - Eu não.

 

Pego!

 

Pega não!

 

Pego!

 

Pega não!

 


Tanto fez e não conseguia, por causa disso foi até a mãe dele todo cerimonioso:

 

- Ô dona Eulália, a senhora pode me fazer o favor de pegar a girafinha no quintal?

 

E a mãe:

 

- Ô meu filho, estou muito ocupada. Vá pedir pro seu pai. E ele foi. Chegando lá, o pai roncava a sono solto.

 

- Pai! Pai! Pai! -, tanto chamou e nada dele acordar. – Ôxe, esse homem só quer dormir! Ô mãe, o pai tá no maior ronco! Não acorda não!

 

- Vixe! Acorde ele, meu filho!

 

- Ah, ele não acorda não, nem com fogo nem com um banho d’água, mãe!

 

Ao perceber que não teria ajuda, ele saiu brabo e foi até a girafinha: - Agora eu lhe pego!

 

Pega aqui, pega acolá, a girafinha dava cada pinote e ele lá pega mas não pega. Até pegou-la. Pegou-la e sustentou-la. Pegou-la pelo gogó e disse feito herói:

 

- Peguei-la! Agora você vai brincar comigo até não querer mais.

 

Aí entrou pela perna de pinto, saiu pela perna de pato, o que se sabe de mesmo é que virou de fato!

 



JOÃO FELIPE, SEU MENINO!

 

João Felipe, seu menino,

Pronde é que você vai?

Vai dar a volta ao mundo

Ou correr atrás do pai?

Anda assim todo faceiro

Tal buchudo orgulhoso

Chegue cá, seu presepeiro,]

Deixe de ser tão treloso!

 

João Felipe, seu menino,

Deixe de ser tão papudinho!

Tem a cara do papito

Outro muito danadinho!

Mas não fique abusado

Nem mesmo borocochô

Mande pro raio que o parta

Esse besta tio-avô!

 



Thursday, July 08, 2021

THOMAS, VAMOS BRINCAR!

 

Thomas, Tom mas mais, fica aí como quem não quer mais nada

Papudo aboletado, todo olhudo como um rei, Buda, Nagô

Pensa é que a vida é só redonda ou quadrada?

Que nada, mas mais, só no dengo macio do frio ao calor

O que quer da vida, menino, só na gaitada

Para mangar da besteirada de seu broco tio-avô!

 



Saturday, July 25, 2020

OLÍVIA & O BOLO DA VOVÓ BEL


Olívia foi para a casa da vovó e disse:
- Vovó, do que vamos brincar hoje?
- Bruxarias!
- Êba!
- Vamos pegar o caldeirão.
- Um caldeirãozão, vovó?
- Bem grandão!
Foram lá dentro e escolheram o maior dos caldeirões. Aí a vovó reuniu os ingredientes dizendo: vamos colocar muita alegria, festa, brincadeiras e tudo o mais. Depois de arrumarem tudo, a vovó perguntou:
- O que a gente vai colocar mais na bruxaria, Olívia?
- Muitos beijos!
E Olívia mandou um monte de beijos e começaram a mexer. Mexeram, mexeram.
- O que a gente vai colocar mais no bolo, vovó?
- Abrações, muitos abraços!
E se abraçaram tanto e depois jogaram tudo no caldeirão.
- O que mais, Olívia?
- Muita felicidade!
Aí juntaram toda a felicidade que podiam, colocaram no caldeirão e mexeram, mexeram, mexeram tanto que a vovó perguntou?
- E o que mais, Olívia?
- Bem, vamos mais: que todas as crianças sejam felizes, que ninguém passe fome no mundo e que todos possam brincar para sempre!
E mexeram, mexeram, mexeram. Aí a vovó se lembrou:
- Peraí, Olívia, fica aí que eu vou buscar uma coisa.
E foi. Enquanto isso Olívia ficou inventando um bocado de coisas para rechear muito mais o bolo.
Quando a vovó voltou, Olívia contou que enquanto a vovó foi buscar mais coisas, colocou no bolo todas as histórias que sabia, todas as brincadeiras e brinquedos, e muitas outras coisas que ela mesma tinha inventado.
- Que bom, Olívia. Mas eu tenho uma surpresa para você!
- Para mim, vovó?
- Sim, veja o que eu trouxe para você: o Nitolino!
Aí o Nitolino apareceu e contou um monte de histórias brincando com a Olívia e a vovó. Foi então que ele disse:
- Olívia, você conhece a turma do Falange, falanginha, falangeta?
- Não.
- Então, para você, a Turma do Falange, Falanginha, Falangeta!
A turma envolve Olívia na brincadeira: Mnemônicas!
Aí eles brincam, pulam corda, cantam, dançam, até que Nitolino chama todos para prestarem atenção.
- Olívia, agora eu vou trazer para você: O lobisomem zonzo!
- Um lobisomem?
- Sim.
- Ah, eu tenho medo.
- Vai ter nada, veja só: vem lobisomem!
Aí entram Bichim, Jeguim, Gordim e Maluquim com o Lobisomem. Olívia queria se esconder, mas os meninos logo mostraram o lobisomem e começaram a brincar. Brincaram tanto, mas tanto, que Nitolino chamou todo mundo:
- Olívia, você conhece a história do Alvoradinha?
- Não.
- Que conhecer?
- Quero.
Então vou contar: Alvoradinha...
Quando terminou de contar a história, Nitolino disse:
- Olívia, quer conhecer o Alvoradinha?
- Quero.
- Vem, chega, entra Alvoradinha!
Então Niolino perguntou:
- Quem gosta de Literatura Infantil?
Todos responderam: Eu! Eu! Eu! Eu! Eeeeuuuuuuuuuu!
Todos responderam: Eu! Eu! Eu! Eu! Eeeeuuuuuuuuuu!
- Quem gosta de festa?
Todos responderam: Eu! Eu! Eu! Eu! Eeeeuuuuuuuuuu!
Hoje é o aniversário de Olívia, vamos todos cantar os parabéns para ela!!!!
Todos: Vaaaaamooooooooooooooooooooooos!!!!
Aí cantaram, pularam, comeram bolo e muitas brincadeiras. Aí Nitolino perguntou?
- Quem quer ir para o Reino Encantado de Todas as Coisas?
Todos responderam: Eu! Eu! Eu! Eu! Eeeeuuuuuuuuuu!
Então, larguem de besta e vamos, gente! Aí entraram pela perna de pinto e saíram pela perna de pato!!!!!


(Fotos da Olívia e a vovó Isabel Arguelhes)


Friday, April 03, 2020

NITOLINO NO ALGODÃO DOCE



NITOLINO NO ALGODÃO DOCE – O Nitolino, intrometido como sempre, está todo ancho no belíssimo blog Algodão Doce, com poemas e histórias da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. Confira aqui.


LUCIAH LOPEZ – A poeta, artista visual e blogueira, Luciah Lopez, edita diversos blogs. Conheça a arte dela aqui, aqui & aqui.

 

Sunday, March 01, 2020

HELENA ANTIPOFF


HELENA ANTIPOFF - [...] A inteligência é um produto mais complexo, que se forma em função de diversos agentes, entre os quais distinguimos, ao lado das disposições intelectuais inatas e do crescimento biológico, também o conjunto do caráter e o meio social, com suas condições de vida e sua cultura, na qual a criança se desenvolve, e, finalmente, a ação pedagógica, a educação e a instrução, à qual a criança se sujeita tanto em casa quanto na escola. [...]. Trecho extraído da obra Organização das classes nos grupos escolares de Belo Horizonte e o controle dos testes (SECMG, 1932), da psicóloga e pedagoga Helena Antipoff (1892-1974). Veja mais aqui.



Saturday, December 14, 2019

A ARTE DE ELIETE CARVALHO


MEU CABELO É AFRO. E DAÍ?Sonho é sonho. Ele nunca morre. [...] A história vivida por Maria e sua professora nunca mais foi a mesma. A história delas virou livro. Sim! Virou esse belo livro dedicado a todas as crianças brasileiras de cabelo enroladinho, lisinho, lourinho, pretinho, ruivinho... [...]. Trechos extraídos do livro Meu cabelo é afro. E daí? (Scortecci, 2019), da professora e escritora Eliete Carvalho, com ilustrações de Paloma Dalbon. Veja mais aqui.


ELIETE CARVALHO – Eliete Ferreira Carvalho é professora e escritora, pós-graduada em Língua Portuguesa e com experiência em gestão escolar. É autora do livro A oralidade na produção textual (Bagaço, 2002).

O LIVRO INFANTIL DE ELIETE: “MEU CABELO É AFRO. E DAÍ?” (Trinca, por Vilmar Carvalho, poeta e historiador): 1. O livro infantil é fantástico. Ele cumpre vários sentidos: apresenta a literatura ficcional à criança; ele é lúdico no mais exato termo; é mágico e propositivo, pois narra uma “moral da história”, uma lição singela, pequena, mas que abre as possibilidades do homem melhorar a si mesmo e ao seu redor. Talvez, por isso, o livro infantil atraia o leitor adulto também. Ali a criança é protagonista ou narradora de uma história de todos nós, seres sempre incompletos; por aprender, movidos pela imaginação. O livro infantil é isso: imaginação que possibilita acreditar em algo melhor de nós seres humanos. 2. Mas não há narrativa sem conflito. O livro infantil marca o início dessa temática de como o protagonismo supera o antagonismo. E de como o último perde substância diante do que é oferecido pelo mais encantado e, por isso, extremamente verdadeiro. E porque digo tais coisas? Digo, assim, pois a cidade de Palmares ganhou uma escritora de livros infantis, que mesmo em sua estreia provoca essa “imaginação que possibilita acreditar em algo melhor de nós mesmos”. O livro “Meu cabelo é afro. E daí?” – de Eliete Carvalho – é uma história comum envolvendo uma menina de cabelo crespo, sempre recomendada, pela professora, a prendê-lo. 3. Uma exigência sem maldade ou ofensa, porém antagonista: a mãe da menina negra é zelosa e cuida do cabelo da filha diariamente, mas ninguém, na escola, enxerga na cabeleira da menina negra um penteado. Na história, o protagonismo da criança é demonstrar insatisfação com o fato de amarrarem o cabelo carinhosamente cuidado pela mãe. O livro de Eliete demonstra como o diálogo possibilita (entre alunos, pais e professores) o respeito entre as raças. Recomendo sua leitura (para crianças e adultos!). A moral da história é que superado o preconceito, todas as cabeleiras diferentes ganham visibilidade, beleza própria, um jeito de ser diante de negros, brancos e mestiços. TRINCA_124 Palmares, 12 de dezembro de 2019. Veja mais aqui.


A ORALIDADE NA PRODUÇÃO TEXTUAL – [...] O que outrora poderia ser abominado pelos professores de Língua Portuguesa, hoje pode constituir-se numa estratégia pedagógica bastante viável, principalmente, diante dos novos paradigmas e currículos de ensino [...]. Assim, o professor pode transformar a língua falada num excelente ponto de partida para as discussões e reflexões em torno do universo da língua e da linguagem. [...] a fala é utilizada amplamente e de diversos modos pelos alunos. Cabe à escola oportunizar situações didáticas que contemplem, respeitem e acolham a fala no espaço da sala de aula, adequando-a, sobretudo, às diferentes necessidades de comunicação escrita, oral e visual do mundo moderno. [...]. Trechos extraídos da obra A oralidade na produção textual (Bagaço, 2002), da professora e escritora Eliete Ferreira Carvalho. Veja mais aqui.



Sunday, November 17, 2019

ALGODÃO DOCE & POESIA INFANTIL



ALGODÃO DOCE & POESIA INFANTIL – Para conhecer a história da Princesa & o Menestrel, El bigodon de Maria Ruela, a Joaninha, a galinha de biquíni de bolinha, o pernilongo infeliz, o camaleão linguarudo, a cobra-cega, a menina borboleta, o sapato da barata, o rabo do boi, o casamento da onça pintada, a lagarta mede palmos, o gato amarelo, o tatu-bola, o sapo, o dia de domingo & outras poéticas historinhas, é só acessar o blog Algodão doce & poesia infantil, da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez aqui e aqui.


Friday, November 15, 2019

CONTADORES DE HISTÓRIAS


CONTADORES DE HISTÓRIAS – Essa uma turma de Contadores de Histórias, formada pelo Mamulengo Jurubeba, Bete Cruz, Artur Amaral & Izabel Marques, alegrando, num dia de Sol e calor, as crianças do Jardim São Paulo, em Recife. Veja mais da escritora, terapeuta holística e contadora de história Izabel Marques aqui.

Afinal, todo dia é dia de ser criança!
Veja mais aqui.


LUNNA NO REINO ENCANTADO DO NITOLINO


Lá vinha o Nitolino todo faceiro assobiando uma canção qualquer, quando avistou Lunna chamando na janela.

- Nitolino! Nitolino!

- Ôi, Lunna!

- Vamos brincar?

- Vambora!

E saíram os dois pelo terreiro brincando de esconde-esconde, o que é o que é, cabra-cega, deram carreira de todo tamanho, pintaram e bordaram. No meio das peraltices, Nitolino avexou-se e disse:

- Peraí! -, e saiu no maior carreirão de levantar poeira e só vê-lo voando. Era SuperNito que ia salvar um caminhão que virava não virava na beira da rodagem. SuperNito chegou, botou toda força e salvou todos do precipício.

- Vivaaaaaaa! -, todos gritaram saudando SuperNito que já voltava pela rodagem, agora já Nitolino pronto para outras brincadeiras com Lunna. E olha o gatinho no alto do coqueiro. Lá ia SuperNito salvar. Eita, ali um boi enganchado no cercado, e lá ia SuperNito desenganchar. E voltaram para as peripécias.

- Ah, Nitolino, eu queria ser uma super-heroína também! -, falou Lunna.

- Ah, você não sabe? Vem cá, um segredo: a sua mãe é filha da SuperVó que deu todos os poderes dela para a SuperMãe. E ela pode dar os poderes todos para você também. -, disse Nitolino.

- É mesmo? E meu avô?

- Ah, seu avô é só um dorminhoco leso, só vive lendo e dormindo, mais nada. Poderosa é sua SuperVó e sua mãe, essas sim, são heroínas. Chame sua mãe para ver!

- Ô Mãeeeêêêê!!!

- Que foi, Lunna?

- Mãe, quero ser super-heroína!

- Ôxe, que invenção é essa, minha filha? Você ainda é muito criança!

- Ah, mãe, mas eu quero!

- Quando você crescer será a SuperHeroína Lunna!

- Eu quero mãe.

- Ah, então chame seu pai.

- Paieêêêêê!

E ele já apareceu como SuperPai, beijou a mãe que logo virou a SuperMãe e colocaram Lunna no braço e lhe deram todos os poderes. Agora era SuperLunna!!!!

- Nitolino fique aí que a gente agora vai salvar o mundo! -, disse Lunna e já saiu voando com os pais. Nitolino deitou-se na sombra de uma jaqueira tirando um cochilo, enquanto o SuperTrio partiu para salvar o mundo e correram todo planeta, mas a situação estava feia mesmo era no Brasil e logo avistaram uma mancha negra de óleo nas praias e foram lá remover aquela coisa feia, salvando todos os peixes, tartarugas, carangueijos e todos os seres vivos das praias do Brasil.

- Vivaaaaaaa!

Aproveitaram o momento e foram apagar os incêndios na Amazônia e salvaram a selva, os pássaros, as árvores e os índios que terminaram na maior festa. De lá saíram apagando as queimadas da Mata Atlântica por todo país e foram bater no sul e lá limparam o tempo e os ares de uma geada escura no meio de uma chuva de granizo medonha com relâmpagos e trovões, trazendo um Sol risonho para todo mundo ser feliz por ali.

- Vivaaaaaaa!

Dali, seguiram pro Sudeste e Centro Oeste e salvaram os animais do Pantanal e as águas de todos os rios poluídos, a poluição de todos os bueiros das fábricas, voltaram para Brasília e enfrentaram todos os inimigos do povo brasileiro aboletados nos poderes tiranos. Todos os bandidos fugiram em disparada. Aí o SuperTrio subiu bem alto e SuperLunna gritou para toda população do país: Todo dia é dia de ser criança!!!! E cantaram:

Todo dia é dia de ser criança
E de ter a esperança
Por meu país melhor
Por meu Brasil melhor
Pras crianças e todos nós! (Veja o vídeo aqui).

Depois de salvar o Brasil dos malfeitores e desgraças, voltaram para a casa e logo Lunna foi procurar pelo avô que dormia em ronco solto. Eita, vovô ainda está dormindo? Deixe ele dormir e quando acordar eu conto uma história. Aí, lá pras tantas, o broco do avô dela foi acordando e ela chegou para ele e disse:

- Ô vô, você nunca contou história para mim, mas eu quero contar uma história bem bonita para você!

- É mesmo minha netinha, conta vai...

- Aconteceu indagorinha mesmo, a história do SuperTrio!

- É? Conta minha netinha, conta, vai...

Era uma vez... e entrou pela perna de pinto e saiu pela perna pato, essa história vai render um bocado de relato.

Veja outros vídeos do Nitolino aqui.