BRINCARTE

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Thursday, March 07, 2013

EDUCAÇÃO SEM DISTÃNCIA




EDUCAÇÃO SEM DISTÃNCIA – O livero “Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distãncias em ensino e aprendizagem”, de Romero Tori aborda questões acerca do Blended Learnig harmoniozando atividades virtuais e presenciais, mídia e aprendizagem, desconstruindo a distância na educação, avaliando o potencial de proximidade em ações de aprendizagem, interatividade, objetos de aprendizagem, sistemas de gerenciamento de conteúdo e aprendizagem, realidade virtual, realidade aumentada, videoconferência, games, ambientes virtuais, Web 2.0, representação gráfica do programa de aprendizagem, entre outras matérias.

FONTE:
TORI, Romero. Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distãncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac, 2010.


DEFESA CIVIL NA ESCOLA



DEFESA CIVIL NA ESCOLA – Tendo em vista que alguns anos atrás, a cidade de Blumenau e outras localidades do estado de Santa Catarina foram arrasadas com deslizamentos e enchentes. Depois, cidades alagoanas e de Pernambuco também padeceram dos mesmos problemas sem precedentes na história das localidades. Agora, a região serrana do Rio de Janeiro e cidades de Minas Gerais e São Paulo estão sofrendo do mesmo problema.
Mediante as recentes incidências que se tornaram uma constante, bastando haver qualquer chuva alagando ruas e logradouros, sugiro a adoção da Defesa Civil nas escolas via tema transversal Meio Ambiente.
Eis a sugestão da literatura:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ANDRÉHQ QUADRINHOS. Defesa civil nas escolas. Revista em quadrinho. Cubatão/SP: Comissão de Defesa Civil, s/d. Disponível em http://andrehq.com.br/website/portifolio_imagem.asp?cod=204&idi=1. Acesso em 10jan 2011.
BRASIL. Sistema nacional de defesa civil. Decreto 5376/2005; Brasília: MIN/SNDC, 2005.
______. Política nacional de defesa civil. Brasília: MIN/SNDC, 2008.
______. Manual para a decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. Brasília: MIN/SNDC, 2005.
______. Manual para a decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública: instruções complementares. Brasília: MIN/SNDC, 2005.
______. Manual de desastres: de natureza biológica. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
______. Desastres humanos: de natureza social. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
______. Desastres humanos: de natureza tecnológica. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
______. Desastres naturais. Brasília: MIN/SNDC, 2007
______. Manual de desastres: desastres mistos. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
______. Lixo no lixo. Cartilha. Brasília: MIN/SNDC, 2007
CASTRO, Antonio Luiz Coimbra. Manual de planejamento em defesa civil. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
______. Segurança global da população. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
CERRI NETO, Mauro. Aspectos jurídicos das atividades de defesa civil. Brasília: MIN/SNDC, 2007.
DARIO JUNIOR, Ivan. A monitoração do espaço para uma ação de cidadania: uma proposta de defesa civil para Rio Claro (SP). Rio Claro: Unesp/ICGE, 1998.
LIMA, João Nilo. Defesa civil na escola. Florianópolis: UFSC, 2006.
MORAES NETO, José Guilherme. A vinculação dos corpos de bombeiro à defesa civil: uma necessidade nacional. Rio de Janeiro: Corpo de Bombeiros, 1982.
VALENCIO, N.; SIENA, M.; MARCHEZINI, V.; FERNANDES, I., CATOIA, C.; PAVAN, B.; GERALDIS, D. Gestão de desastres na escola: bases metodológicas para utilização de maquetes interativas no Ensino Fundamental. São Carlos: UFSCar, 2007.




EDGAR MORIN: OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO




EDGAR MORIN: OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO – A obra “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, do antropólogo, sociólogo e filosofo francês judeu de origem sefardita, Edgar Morin (Edgar Nahoum, 1921), trata acerca das cegueiras do conhecimento, o erro e a ilusão, o calcanhar-de-aquiles do conhecimento, os erros mentais, os erros intelectuais, os erros da razão, as cegueiras paradigmáticas, o imprinting e a normalização, a noologia, o inesperado, a incerteza do conhecimento, os princípios do conhecimento pertinente, o contexto, o global, o multidimensional, o complexo, a inteligência geral, a antinomia, os problemas essenciais, a disjunção e especialiação fechada, a redução e disjunção, a falsa racionalidade, ensinar a condição huimana, o enraizamento e desenraizamento do ser humano, a condição cósmica, física, terrestre e humana; o humano do humano, a unidualidade, o curculo cérebro/mente/cultura, o circuito razão/afeto/pulsão, o circuito individuo/sociedade/espécie, unitas multiplex, a unidade e diversidade humana, a esfera individual, a esfera social, diversidade cultural e pluralidade de indivíduos, sapiens/demens, homo complexus, ensinar a identidade terrena, a era planetária, o legado do século XX, a herança de morte, as armas nucleares, os novos perigos, a morte da modernidade, a esperança, a contribuição das contracorrentes, no jogo contraditório dos possíveis, a identidade e a consciência terrena, enfrentar as incertezas, a incerteza histórica, a historia criadora e destruidora, um mundo incerto, a incerteza do real, do conhecimento e da ecologia da ação; o circuito risco/precaução, o circuito fins/meios, o circuito ação/contexto, a imprevisibilidade em longo prao, o desafio e a estratégia, ensinar a compreensão, as duas compreensões, educação para os obstáculos à compreensão, o egocentrismo, etnocentrismo e sociocentrismo, o espírito redutor, a ética da compreensão, o bem pensar, a introspecção, a consciência da complexidade humana, a abertura subjetiva em relação ao outro, a interiorização da tolerância, compreensão, ética e cultura planetárias, a ética do gênero humano, democracia e complexidade, o circuito individuo/sociedade: ensinar a democracia, a dialógica democrática, o futuro da democracia, o circuito individuo/espécie: ensinar a cidadania terrestre, a humanidade como destino planetário.

FONTE:
MORIM, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo/Brasilia? Cortez, Unesco, 2000.




EDUCAR PARA A ERA PLANETÁRIA




EDUCAR PARA A ERA PLANETÁRIA – A obra “Educar para a era planetária: o pensamento complexo como método de aprendizagem no erro e na incerteza humana”, dos autores Edgar Morin, Raúl Motta e Emílio-Roger Ciurana, trada de questões sobre o método, estratégias para o conhecimento e ação num caminho que se pensa, a relação entre experiência, método e ensaio, a relação entre o método e a teoria, a errancia e o erro, o método como estratégia, os princípios gerativos e estratégicos do método, o método e sua experiência trágica, a complexidade do pensamento complexo, a confusão entre caos, complexidade e determinismo, características do pensamento complexo, os desafios da era planetária, o possível despertar de uma sociedade-mundo, o nascimento da era planetária, a idade de ferro planetária, da ilusão do desenvolvimento à mundialização econômica, o avesso do cenário, a possível emergência da sociedade-mundo e a missão da educação para a era planetária.

FONTE:
MORIN, Edgar; MOTTA, Raúl; CIURANA, Emílio-Roger. Educar para a era planetária: o pensamento complexo como método de aprendizagem no erro e na incerteza humana. São Paulo: Cortez, 2003.


EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR




EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR – Reunindo autores como Jacques Delors, In´am Al Mufti, Roberto Carneiro, Fay Chung, Bronislaw Geremec, Willaim Gorham, Alejsandra Kornhauser, Michael Manley, Marisela Padron Quero, Marie-Angélique Savané, Karan Singh, Rodolfo Stavenhagen, Myong Won Suhr e Zhou Nanzhao, a obra “Educação: um tesouro a descobrir – Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI”, aborda questões como os horizontes da comunidade de base à atividade mundial, da coesão social à participação democrática, do crescimento econômico ao desenvolvimento humano, os quatro pilares da educação, a educação ao longo de toda vida, da educação básica à universidade, os professores em busca de novas perspectivas, cooperação internacional, educar a aldeia global, o papel político e as opções educativas, entre outros.

Fonte:
COMISSÃO INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI. Educação: um tesouro a descobrir; São Paulo/Brasilia: Cortez, Unesco, 1999.


EDUCAÇÃO ESCOLAR BRASILEIRA




EDUCAÇÃO ESCOLAR BRASILEIRA – A obra Educação escolar brasileira: estrutura, administração, legislação, de Clovis Roberto dos Santos, trata acerfca da origem da estrutura e funcionamento do ensino, aeducação brasileira na ordem constitucional, o sistema de ensino, a Lei de Diretrzes e Bases da Educação Nacional (LDB), os niveis e modalidadesde educação e ensino, os profissionais da educação, os recursos financeiros para a educação e legislação do ensino.

FONTE:
SANTOS, Clovis Roberto. Educação escolar brasileira: estrutura, administração, legislação. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2003.


TRABALHO INFANTO-JUVENIL





O TRABALHO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - No início da sociedade industrial surgiram as primeira preocupações com a defesa do trabalho do menor. Um dos aspectos mais dramáticos da questão social foi a exploração do trabalho do menor quando não existiam leis trabalhistas. Na época das corporações de ofício, o  menor não foi tão desprotegidos, vez que estas corporações davam-lhe preparação profissional e moral. Essa situação modificou-se com as fábricas e a supressão das corporações. A partir de então, pensou-se na proteção legal ao menor. E no Brasil essa proteção se dá em três tipos de trabalho: o menor empregado, o menor aprendiz e o menor assistido.
O menor empregado é todo aquele que trabalha segundo as características da definição geral de empregado da CLT, vez que trata-se de menor, com menos de 18 anos, que presta serviços subordinados, contínuos e remunerados a empregador, tendo a garantia de todos os direitos trabalhistas previstos na CLT, como qualquer empregado adulto, com algumas especificações destinadas à sua proteção. Exemplo disso, a idade mínima permitida para o trabalho do menor, ampliada pela Emenda Constitucional n.º 20, de 1998, de 14 para 16 anos de idade e o aprendiz para 14 anos de idade. Aos 18 anos cessa a menoridade, porém ao pai é facultado, até que o filho venha a completar 21 anos, pleitear a rescisão do contrato de trabalho, se prejudicial conforme prevê o art. 408 da CLT. Ao menor de 18 anos é lícito assinar recibos, menos o de quitação final do contrato, prevista no art. 439 da CLT.
Há proibições ao trabalho do menor, quais sejam o trabalho noturno, o trabalho em ambiente insalubre, com periculosidade ou capaz de prejudicar a moralidade; trabalho em ruas, praças e logradouros públicos, salvo mediante prévia autorização do juiz de menores; trabalho que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos, se contínuo, ou 25 quilos, se ocasional, todos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Quanto à duração da jornada de trabalho diária, é a mesma do adulto, ou seja, 8 horas e os intervalos são iguais, mas são proibidas horas extraordinárias, salvo decorrentes de acordo de compensação de horas ou nos casos de força maior e com direito a adicional de 50%. Quando o menor for empregado em mais de uma empresa, somam-se todos os horários, como se fossem de um emprego só, sendo proibido ultrapassar o total de 8 horas diárias de trabalho. O salário devido é o mesmo do adulto, inclusive salário mínimo e pisos salariais.
Quatro são as normas legais de proteção à escolaridade, como sendo, o dever dos pais de afastar os menores de empregos que diminuam consideravelmente suas horas de estudos; a manutenção pelos empregadores de local apropriado para ministrarem instrução primária em certas condições; concessão de férias no emprego coincidentes com as férias na escola; e a proibição de fracionar a duração das férias. É preciso salientar que não corre prescrição contra menor de 18 anos, conforme estabelece o art. 440 da CLT.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n.º 8.069/90, proíbe todo o trabalho do menor de 14 anos, salvo aprendiz, mas ressalva o trabalho educativo. O menor aprendiz é o 14 a 18 anos, que recebe ensinamentos metódicos dos ofícios nas escolas destinadas para esse fim. Também são aprendizes menores que não cursando essas escolas, mas mediante autorização delas, na empresa recebam ensinamentos metódicos da profissão de acordo com o programa fornecido pelas mesmas instituições.
Na Portaria n.º 43, de 1953, do Ministério do Trabalho e Emprego, há a relação das atividades que demandam aprendizagem e os respetivos prazos de duração.         O menor aprendiz, como empregado que é, tem todos os direitos que a CLT assegura aos empregados adultos. No entanto, o salário poderá ser  de meio salário mínimo e de 2/3 do salário mínimo, na primeira e na segunda metade da duração do contrato, com o que todos os pagamentos calculados sobre o seu salário terão, em conseqüência, valor menor.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 63, dispõe que a formação técnico-profissional, obedecerá aos princípios da garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular, atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente e o horário especial para o exercício de sua atividade.
Já no Decreto-lei n.º 2.318, de 30 de dezembro de 1986, apresenta a figura do menor assistido por uma instituição de assistência social e por esta encaminhado à empresa. As empresas são obrigadas a admitir, como assistidos, com duração de 4 horas diárias de trabalho e sem vinculação com a previdência social, menores entre 12 e 18 anos de idade, que freqüentem escola, em número correspondente a 5% do total de empregados.
A Lei n.º 8.069/90, em seu artigo 68 dá continuidade ao programa de serviços educacionais sem vínculo de emprego. Desenvolve-se, atualmente, um esforço mundial no sentido da eliminação da exploração do trabalho infantil, a utilização dos serviços das crianças em trabalhos inadequados e prejudiciais à sua moralidade, saúde ou integridade física e o excesso do tempo de trabalho em detrimento da escolaridade do menor e do adolescente. A legislação brasileira já se ocupa desses temas. Desse modo, os menores de 14 anos devem estar dedicados ao aprendizado primário, com o objetivo de integrarem-se gradualmente à sociedade ativa e, com isso, não há de se concluir, que, a vedação ao trabalho não quer dizer ser ócio pernicioso, devendo, preencher esse tempo com a educação, freqüência à escola, lazer e sobretudo, recebendo a proteção familiar com maior incidência.
É oportuno, registrar, que no bojo das normas constitucionais permissivas do trabalho do menor de 14 anos, apesar de na proteção especial assegurada a criança e ao adolescente, levar em conta, entre outros aspectos, o respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, permite àquele menor sujeitar-se a uma jornada de trabalho de oito horas diárias e quarenta e quatro semanal, quando, devia ser proporcional à sua idade até atingir a maioridade trabalhista (dezoito anos). Por outro lado, como já vimos, ao menor de 18 anos é vedado o trabalho noturno. Ocorre, porém, que tanto a CLT quanto o ECA consideram trabalho noturno o realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, horário esse incompatível para um adolescente de 14 anos, mormente, nos grandes centros urbanos onde a violência aflora com maior assiduidade, é uma imprudência, submetê-lo, nessa faixa etária, aos riscos que possam enfrentar em seu trajeto "casa-local de trabalho e vice-versa". Daí porque, torna-se imperioso, alterar a legislação infraconstitucional, quanto à definição daquele turno laboral. Não podemos olvidar, ainda, do desacerto em parte do legislador pátrio no tocante à vedação irrestrita do trabalho insalubre para o menor de dezoito anos, seja na condição de adolescente empregado, de aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-governamental (art. 7º, inciso XXXIII da C.F. e art. 67 do ECA). Antes. o parágrafo 1º do art. 405 da CLT, autorizava o trabalho de menores aprendizes maiores de 16 anos, estagiários de cursos de aprendizagem, desde que o local de trabalho fosse previamente vistoriado pela autoridade competente do Ministério do Trabalho, afora a obrigatoriedade dos menores ser submetidos a exame médico semestralmente. A vedação constitucional sem restrições trouxe, em conseqüência, a impossibilidade de um número incalculável de adolescentes trabalharem na condição de aprendizes em diversas empresas, que têm ambiente insalubre, a exemplo da indústria siderúrgica ou de vidros e, por conseguinte, diminuiu as oportunidades de se profissionalizarem para o ingresso no mercado de trabalho antes de alcançar a maioridade trabalhista, quando, a avançada tecnologia moderna dispõe de equipamentos de proteção individual(EPI) capazes de oferecer total proteção ao obreiro e de neutralizar os agentes nocivos à saúde. Como se vê, há um manancial de normas de caráter protecionista em relação ao trabalho do menor, porém, a exploração indevida do trabalho da criança é uma realidade em nosso País, que precisa ser efetivamente erradicada.
O trabalho infanto-juvenil está aumentando nos grandes centros urbanos, inobstante os índices mais acentuados ainda sejam registrados na zona rural. Nas estatísticas oficiais, os meninos trabalham mais do que as meninas, mas, a atividade laboral das menores nem sempre é visível, como ocorre com o trabalho doméstico. As crianças começam as atividades profissionais, geralmente, aos cinco anos de idade. A maior causa do trabalho infantil em nosso País, é a pobreza. Não existem crianças das classes média e alta submetidas a esse tipo de exploração. A criança pobre na maioria das vezes, deixa de estudar(descolarização) ou mesmo sequer chega a estudar(não-escolarização) para ir em busca de prover o seu sustento e de sua família. O pouco dinheiro que consegue, pesa muito no orçamento familiar. Desse modo, para se erradicar essa exploração infantil, necessariamente, há de se ter uma política de melhor distribuição de renda e de geração de empregos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MARTINS, Sérgio. Direito do Trabalho. São Paulo: Atlas, 2001
NASCIMENTO, Amauri. Iniciação ao Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2000
SÜSSEKIND, Arnaldo et al. Instituições de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2002 



TEORIA PSICOGENÉTICA





TEORIA PSICOGENÉTICA – A epistemologia genética ou teoria psicogenética de Jean Piaget (1896-1980), é a mais conhecida concepção construtivista da formação da inteligência, envolvendo em suas abordagens metodológicas os princípios decorrentes das pesquisas de Piaget sobre a teoria do conhecimento, a evolução do pensamento até a adolescência, ou seja, preocupada com a teoria do conhecimento através da constatação das características do pensamento infantil, onde explicou detalhadamente como, desde o nascimento, o indivíduo constrói o conhecimento. Segundo essa teoria, a construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento.  Em outras palavras, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e após, uma assimilação e o equilíbrio é, então, alcançado.
A teoria do conhecimento, construída por Jean Piaget, não tem intenção pedagógica. Porém, ofereceu aos educadores importantes princípios para orientar sua prática. E foi a partir dos anos 80 que surgiu como um movimento que pretende a integração entre tendências que tinham um viés mais psicológico e outras cujo viés era mais sociológico e político.Se há necessidade de ter preocupações com o domínio de conhecimentos formais para a participação crítica na sociedade, considera-se também necessária uma adequação pedagógica às características de um aluno que pensa, de um professor que sabe e aos conteúdos de valor social e formativo. Esse momento se caracteriza pelo enfoque centrado no caráter social do processo de ensino e aprendizagem e é marcado pela influência da psicologia genética. Esse enfoque trouxe para a questão pedagógica aspectos relevantes, principalmente no que diz respeito à maneira como entender as relações entre desenvolvimento e aprendizagem, à importância da relação interpessoal nesse processo, à relação entre cultura e educação e ao papel da ação educativa ajustada às situações de aprendizagem e às características da atividade mental construtiva do aluno em cada momento de sua escolaridade.
A Teoria Psicogenética ou Epistemologia Genética, apresenta os pressupostos da Teoria Construtivista de Piaget, onde o conhecimento não pode ser concebido como algo predeterminado pelas estruturas internas do sujeito porque resultam de uma construção contínua e são conhecidas graças à mediação dessas estruturas. Para Piaget (1978), todo conhecimento é uma construção, uma interação, contendo um aspecto de elaboração nova. Em seus estudos sobre a psicogênese do conhecimento, fica claro que o conhecimento não procede em suas origens nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos do ponto de vista do sujeito e que se impropriam a ele. Assim, o conhecimento resultaria de interações que se produzem entre o sujeito e objeto. A troca inicial entre sujeito/objeto se daria a partir da ação do sujeito. Logo, para Piaget não existe conhecimento resultante do simples registro de observações e informações, sem uma estrutura devida às atividades do próprio sujeito.
Piaget (1978) também defende que não existem, também, estruturas inatas no homem. As estruturas formam-se mediante uma organização de ações sucessivas exercidas sobre os objetos. Ele condena veementemente as hipóteses inatistas que concebem o sujeito como estando, desde o início, munido de estruturas inatas, contradizendo Chomsky (1976) para quem o ser humano é dotado geneticamente com a capacidade específica de aprender uma língua, sendo, portanto, a aquisição desta, um processo de base biológica. Para Piaget, a linguagem é uma construção da inteligência sensório-motora, preparada passo a passo, até se concretizar no período pré-operatório, mais ou menos aos dois anos de idade.
Ao analisar o desenvolvimento desde a sua gênese, Piaget o define como uma equilibração progressiva, uma passagem de um estágio de menor equilíbrio para outro. Sob este ponto de vista, o desenvolvimento mental é uma construção contínua. Dessa forma, a equilibração é o processo da passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não acontece. Em todos os níveis, a inteligência procura compreender e explicar o que se passa a sua volta, só que embora as funções do interesse sejam comuns a todos os estágios, os interesses variam de um nível para outro e as explicações assumem formas diferentes de acordo com o grau de desenvolvimento intelectual, justamente porque as estruturas progressivas ou formas de equilíbrio marcaram as diferenças de um nível de conduta para outro. Assim, em presença de um novo objeto, o bebê tende a incorporá-lo a seus esquemas de ação (agitar, esfregar, balançar, sugar) tentando compreendê-lo pelo uso. Em cada estágio, as tentativas de compreensão serão diferentes face ao grau de desenvolvimento progressivo.
De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio. Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de estágios que seguem idades mais ou menos determinadas. Todavia, o importante é a ordem dos estágios e não a idade de aparição destes. Cada estágio é responsável por determinadas construções sendo estas contínuas: no estágio sensório-motor, anterior à linguagem, constitui-se uma lógica de ações, fecunda em descobertas. Esse primeiro estágio é denominado de Sensório-motor, de 0 a 2 anos, onde a partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento. Para Piaget, a forma de raciocinar e de aprender da criança, por volta dos 2 anos, ela evolui do estágio sensório-motor, em que a ação envolve os órgãos sensoriais e os reflexos neurológicos básicos (como sugar a mamadeira) e o pensamento se dá somente sobre as coisas presentes na ação que desenvolve, para o pré-operatório. Assim, no início da vida do bebê, em seu universo primitivo não há objetos permanentes, nem há separação entre o sujeito e o objeto. Há uma indiferenciação completa entre o subjetivo e o objetivo. O sujeito não se reconhece como origem das ações, porque as ações primitivas são como um todo indissolúvel, ligando o corpo ao objeto (chupar, agarrar, etc.). Só aos 18 meses, mais ou menos, nos primórdios da função simbólica e da inteligência representativa, começa a haver a descentração das ações em relação ao próprio corpo, podendo-se, então, falar de um sujeito que começa a se conhecer como fonte/origem de seus movimentos.
No caso das ações primitivas, não coordenadas entre si, indiferenciadas, podem ocorrer dois tipos de assimilação: assimilação por estrutura hereditária: como por exemplo a sucção, em que o bebê tenta incorporar novos objetos a este esquema, sugando o peito, a mão, tudo que estiver ao seu alcance; e assimilação reprodutora: diante de uma situação inesperada, como por exemplo da tentativa de agarrar um objeto pendurado, fazendo-o balançar no intuito de reproduzir o gesto, formam-se novos esquemas, conduzindo à assimilação recognitiva (balançar outro objeto) o que gera a assimilação generalizadora (objetos que servem para balançar). Gradativamente, o bebê realiza combinações novas, pela reunião de esquemas em assimilações recíprocas (objetos que balançam e emitem sons e que, portanto, servem para olhar e ouvir). Esta descoberta o levará a novas tentativas como a de agitar diferentes brinquedos para descobrir se também fazem barulho. Por mais modesto que seja este início, este é o modelo que se irá desenvolvendo cada vez mais: a criança constrói combinações novas, combinando abstrações separadas dos próprios objetos (como reconhecer num objeto suspenso algo para balançar) e coordena os meios para atingir tal fim. O próprio reconhecimento de que o objeto serve para balançar já implica um abstração. Dessa forma, já no período sensório-motor, começam as coordenações e as relações de ordens, os encadeamentos de ações necessários a essas coordenações, havendo, portanto, o início de uma abstração reflexiva.
A partir dessas observações, Piaget assevera que a estrutura do conhecimento forma-se anteriormente ao domínio da linguagem, constituindo-se no plano da própria ação. É, portanto, no nível da inteligência prática, no período sensório-motor, que surgem as coordenações entre as ações, e os objetos começam a se diferenciar; só que haverá, ainda, uma longa evolução até que as ações se interiorizem em operações mentais. Ainda que estas construções sejam muito elementares, já se percebe, segundo Piaget, a existência dos primeiros instrumentos de interação cognitiva. Tais construções, no entanto, estão situadas no plano das ações efetivas e não refletem um sistema conceitual. Com a capacidade de representação, o jogo simbólico, a imagem mental e a linguagem, enfim, com a constituição da função simbólica (capacidade de representar um significado através de um significante) a situação mudará. Às ações simples sobrepõe-se um novo tipo de ação que é internalizado: o bebê, além de poder fazer, por exemplo, um deslocamento de A para B, poderá representar esse movimento no pensamento e envocar, pelo pensamento, outros movimentos. A representação implica a função simbólica e a criança torna-se capaz de representar um significado (objeto ou acontecimento) através de um significante único e diferenciado, tornando-se capaz de evocar os significados graças aos significantes. Enquanto a inteligência sensório-motora é obrigada a seguir os acontecimentos, sem poder ultrapassá-los ou evocá-los, no nível seguinte, pré-operatório, a inteligência, graças à função simbólica, é capaz de abranger, num todo, elementos isolados, podendo também evocar o passado, representar o presente e antecipar ações futuras. Para Piaget, a inteligência é vista como um processo de sucessivas adaptações, equilibrações entre assimilações e acomodações. No começo, ela é prática, apoia-se nas percepções, movimentos, ações, anteriores ao pensamento e à linguagem. Se o campo da inteligência sensório-motora aplica-se somente a ações concretas, o da inteligência representativa amplia-se, liberta-se da realidade concreta, torna possível a manipulação simbólica de algo que não está visível. Em seguida, vem o estágio Pré-operatório, dos 2 aos 7 anos, Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor). A criança deste estágio: É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro; Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês"); Já pode agir por simulação, "como se"; Possui percepção global sem discriminar detalhes; Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
No período pré-operatório, a criança é capaz de produzir imagens mentais, de usar palavras para referir-se a objetivos e situações, de agrupar objetos de forma rudimentar. Nesta fase, as crianças usam o que Piaget chama de pensamento intuitivo, raciocinando a partir de intuições e não de uma lógica semelhante à do adulto.
A linguagem, nesse período é comunicativa e egocêntrica. Comunicativa por ser usada com a intenção de transmitir algo a alguém ou de procurar informações; e egocêntrica, quando a criança fala pelo prazer de falar, numa espécie de monólogo, às vezes coletivo, sem intenção de se comunicar com os outros. Nessa fase as crianças ainda não se atêm às regras fixadas por não poderem, ainda, conciliar seus próprios interesses e os do grupo. Os juízos de valor são feitos à base das primeiras impressões, calcados em instituições e dicotomias: certo/errado, melhor/pior. A atividade simbólica da criança é chamada por Piaget, neste período, de pré-conceitual, significando estar num período intermediário entre o símbolo imaginado e o conceito propriamente dito. O pensamento ainda não é capaz de descentração, fixando-se a criança em um ou outro aspecto de uma relação.
O terceiro estágio correspondente ao Operatório-concreto, dos 7 aos 11 anos, onde a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, .já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade). Uma progressão se dá por volta dos 7 anos, quando ela passa para o estágio operacional-concreto. Aqui, consegue refletir sobre o inverso das coisas e dos fenômenos e, para concluir um raciocínio, leva em consideração as relações entre os objetos. Percebe que 3 - 1 = 2 porque sabe que 2 + 1 = 3. É nesse estágio, o do pensamento operatório concreto, que a criança torna-se capaz de efetuar operações mentalmente, lembrando o todo enquanto divide partes, colocando idéias em seqüência, iniciando a construção de operações reversíveis, podendo "conservar", isto é, considerar, ao mesmo tempo, tanto o todo como vários reagrupamentos de suas partes. Com essa possibilidade de reversibilidade, a criança passa a poder explorar diferentes caminhos para resolver situações-problema, já que ela pode fazer e refazer mentalmente o caminho de ida e volta.
No estágio das operações concretas, a criança é capaz de classificar, agrupar, tornar reversíveis as operações que efetua e pensar sobre um fato a partir de diferentes perspectivas. Sua linguagem perde as características de egocentrismo. A criança, gradativamente, também começa a discutir a questão das regras dos jogos dentro do grupo, tentando segui-las.
Por fim, vem o último estágio denominado de Operátorio-formal, dos 12 anos em diante, onde a representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade. Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todoas as classes de problemas. É nesse estágio das operações formais, a partir de 11/12 anos, a criança inicia sua transmissão para o modo adulto de pensar, sendo capaz de pensar sobre idéias abstratas. Ao final desse período, mais ou menos aos 15 anos, a pessoa atinge sua maturidade intelectual. Nessa fase, a linguagem dá suporte ao pensamento conceitual; há possibilidade de formulação de hipóteses e preposições; o jovem caminha da anatomia inicial e da heteronomia para a autonomia no tocante às regras sociais. Se, num primeiro momento, a criança desconhece as regras (anomia), se depois as recebe de "fora para dentro" (heteronomia), neste estágio o jovem consegue caminhar para rejeitar, criticar, aceitar, refletir sobre valores e convenções sociais, culminando com a construção da autonomia. Quanto à linguagem, para Piaget, ao atingir a adolescência, ela assume papel cada vez mais importante, não só pelo que oferece de conceitos abstratos necessários à flexibilidade de pensamento, mas, também, pelo acesso ao conhecimento filosófico e científico. 
A psicologia genética propiciou aprofundar a compreensão sobre o processo de desenvolvimento na construção do conhecimento. Compreender os mecanismos pelos quais as crianças constroem representações internas de conhecimentos construídos socialmente, em uma perspectiva psicogenética, traz uma contribuição para além das descrições dos grandes estágios de desenvolvimento. O conhecimento, portanto, procede da ação e, desta forma, toda ação que se generaliza por aplicação a novos objetos gera um esquema, uma espécie de conceito prático. O que constitui conhecimento não é apenas uma simples associação entre objetos, mas a assimilação dos objetos aos esquemas do indivíduo. A assimilação cognitiva também é realidade desta forma. É necessário um esquema que permita a assimilação do objeto de conhecimento. Essa teoria da assimilação, corresponde ao processo cognitivo de colocar ou classificar novos eventos em esquemas existentes. É a incorporação de elementos do meio externo, ou seja  objeto, acontecimento, dentre outros, a um esquema ou estrutura do sujeito. Em outras palavras, é o processo pelo qual o indivíduo cognitivamente capta o ambiente e o organiza possibilitando, assim, a ampliação de seus esquemas. Na assimilação o indivíduo usa as estruturas que já possui. A estrutura de assimilação irá variar desde as formas mais simples de incorporação de sucessivas percepções e movimentos até as operações superiores. A partir da assimilação dos objetos, a ação e o pensamento se acomodam a estes, reajustando-se. Há, portanto, uma adaptação quando ocorre o equilíbrio entre assimilações e acomodações. A acomodação se refere à modificação de um esquema ou de uma estrutura em função das particularidades do objeto a ser assimilado. A acomodação pode ser de duas formas, visto que se pode ter duas alternativas: criar um novo esquema no qual se possa encaixar o novo estímulo, ou modificar um já existente de modo que o estímulo possa ser incluído nele. Após ter havido a acomodação, a criança tenta novamente encaixar o estímulo no esquema e aí ocorre a assimilação. Por isso, a acomodação não é determinada pelo objeto e sim pela atividade do sujeito sobre este, para tentar assimilá-lo. O balanço entre assimilação e acomodação é chamado de adaptação.
Para entendimento da teoria psicogenética, alguns autores sugerem que imaginemos um arquivo de dados na nossa cabeça. Os esquemas são análogos às fichas deste arquivo, ou seja, são as estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os indivíduos intelectualmente organizam o meio. São estruturas que se modificam com o desenvolvimento mental e que tornam-se cada vez mais refinadas à medida em que a criança torna-se mais apta a generalizar os estímulos. Por esse motivo, os esquemas cognitivos do adulto são derivados dos esquemas sensório-motores da criança e, os processos responsáveis por esses mudanças nas estruturas cognitivas são assimilação e acomodação. O desenvolvimento mental será sempre uma adaptação progressiva e cada vez mais precisa à realidade. Os mecanismos de assimilação/acomodação são gerais e se encontram nos diferentes níveis do pensamento científico.
Faz-se juz mencionar em primeiro instante que o pensamento de Piaget parte de uma abordagem é construtivista principalmente porque nos ajuda a pensar o conhecimento científico na perspectiva da criança ou daquele que aprende. O seu estudo é principalmente centrado em compreender como o aprendiz passa de um estado de menor conhecimento a outro de maior conhecimento, o que está intimamente relacionado com o desenvolvimento pessoal do indivíduo. Piaget chama de epistemologia a sua teoria do conhecimento porque está centralizada no conhecimento científico. E também de genética porque, além de atentar-se no como é possível alcançar o conhecimento - ele estuda as condições necessárias para que a criança (bebê) chegue na fase adulta com conhecimentos possíveis a ela. Disto, surge o termo em Piaget epistemologia genética ou psicogenética.
A teoria psicogenética desperta nos educadores enormes interesses devido a vários fatores, como: descreve as características do pensamento sensório-motor, pré-operatório, concreto e formal; apresenta uma análise sistemática da gênese das noções básicas do pensamento racional (espaço, tempo, causalidade, movimento, lógica das classes, lógica das relações, etc.); aborda como se dá o desenvolvimento e aprendizagem ; explica como se dá assimilação e acomodação conflito cognitivo.
Na teoria piagetiana, o sujeito (aluno) é um ser ativo que estabelece relação de troca com o meio-objeto (físico, pessoa, conhecimento) num sistema de relações vivenciadas e significativas, uma vez que este é resultado de ações do indivíduo sobre o meio em que vive, adquirindo significação ao ser humano quando o conhecimento é inserido em uma estrutura – isto é o que denomina assimilação. A aprendizagem desse sujeito ativo exige sempre uma atividade organizadora na interação estabelecida entre ele e o conteúdo a ser aprendido, além de estar vinculado sua aprendizagem ao grau de desenvolvimento já alcançado.
As questões fundamentais abstraídas pelos educadores, quando estes inteiraram-se com a obra de Piaget, para elaborarem suas metodologias, diz respeito ao processo ensino-aprendizagem. Importante aqui destacar as questões do desenvolvimento e aprendizagem. Piaget defende a idéia que, antes da aprendizagem, é necessário o desenvolvimento das funções psicológicas. Ou seja, ao preparar determinada aula (conteúdo específico), o professor deve estar consciente sobre o estágio de desenvolvimento que o aluno se encontra. Essas informações, bem utilizadas, ajudam o professor a melhorar sua prática. Nesse processo, o professor tem papel fundamental.  A partir da máxima piagetiana de que o conhecimento é construído na experiência, permitindo a construção da autonomia moral que é o estabelecimento da cooperação em vez da coação, e do respeito mútuo no lugar do respeito unilateral. Dentro da escola, isso significa democratizar as relações para formar sujeitos autônomos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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_____. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro: Forense, 1947.
_____. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro: Forense, 1969



A ADOLESCÊNCIA





A ADOLESCÊNCIA – A palavra adolescência vem do latim “adolescere” que significa “fazer–se homem/mulher” ou “crescer na maturidade”, conforme observa Muuss (1982 apud Eisenberg, 2000), sendo que somente a partir do final do século XIX foi vista como uma etapa distinta do desenvolvimento.
A adolescência é um dos períodos de vida que merece atenção, pois essa transição entre a infância e a idade adulta pode resultar ou não em problemas futuros para o desenvolvimento de um determinado indivíduo. Ela se caracteriza como uma fase que ocorre entre a infância e a idade adulta, na qual há muitas transformações tanto físicas como psicológicas, possibilitando o surgimento de comportamentos irreverentes e desafiantes com os outros, o questionamento dos modelos e padrões infantis que são necessários ao próprio crescimento.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a adolescência compreende um período entre os 11 e 19 anos de idade, desencadeado por mudanças corporais e fisiológicas advindas da maturação fisiológica (Burch & Sachs, 1999). Na literatura (Muuss, 1996 apud Eisenberg, 2000), o término da adolescência é definido em termos sociais, ou seja, é marcado por rituais de passagem como, por exemplo, o casamento. Contudo, no Brasil a adolescência possui diferentes configurações, pois depende da classe social em que o adolescente está inserido. Nas classes mais privilegiadas, é entendida como um período de experimentação sem grandes conseqüências emocionais, econômicas e sociais; o adolescente não assume responsabilidades, pois dedica-se apenas aos estudos, sendo essa a sua via de acesso ao mundo adulto. Enquanto nas classes mais baixas, os riscos do experimentar, tentar, viver novas experiências são maiores e não há a possibilidade de se dedicar somente aos estudos, tornando a adolescência simplesmente, um período que antecederá a constituição da própria família (Pereira, 1994).
As mudanças físicas ocorrem devido ao aumento da produção hormonal neste período, o que pode provocar uma alteração das emoções, portanto, explicando a perda de controle e desequilíbrio psicológico do adolescente. No entanto, para a análise do comportamento, essa alteração das emoções no adolescente pode ser explicada através do papel do ambiente em sua vida, ou seja, seus comportamentos podem ser fruto de uma interação com um ambiente punitivo que não possibilita o aumento e a adequação do seu repertório comportamental. Muitos destes comportamentos são esquivas de um ambiente aversivo. Os problemas do adolescente está em sua relação com o mundo (Maldonado, 1999). Essa postura é compartilhada com a teoria da aprendizagem social que também acredita que o comportamento é primeiramente determinado pelos fatores sociais e ambientais, operando com o contexto situacional particular (Muuss, 1996 apud Eisenberg, 2000).
Acompanhando as alterações hormonais, o comportamento sexual do adolescente é um produto de fatores culturais presentes no ambiente, que cada vez mais erotiza as relações sociais. No entanto, o comportamento sexual tem como principal função a sobrevivência da espécie, ou seja, é um comportamento biologicamente determinado, encontrando-se social e culturalmente controlado, o que não permite dizer que o comportamento sexual do adolescente é controlado por um único conjunto de procedimentos (Harris, 1996).
A sexualidade do adolescente pode se expressar através da relação heterossexual e/ou homossexual, da masturbação e de fantasias. De acordo com alguns autores (Jones, 19999; Pamplona, 1998; Rodrigues, 2000), esse comportamento durante a adolescência deve-se às expectativas sociais e à modelação a partir da televisão, filmes e músicas que influenciam o espectador desde a mais tenra idade.
Entendendo que a adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado, por alguns, um momento de conflitivo ou de crise, não se pode descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais, mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa, uma tomada de posição social, familiar, sexual e entre o grupo. Isso porque a puberdade, que marca o início da vida reprodutiva da mulher, é caracterizada pelas mudanças fisiológicas corporais e psicológicas da adolescência. Assim, o comportamento sexual do adolescente pode ser visto como sendo mais um produto de contingências ambientais do que meramente um efeito derivado de mudanças hormonais, pois é no ambiente que se pode encontrar as condições que favoreçam a sua manifestação.
Nesse contexto, é importante que as escolas, tanto públicas quanto particulares, enfatizem a educação sexual para os jovens, esclarecendo suas dúvidas e lhes oferecendo toda orientação a respeito do assunto. A escola possui importância fundamental na educação de um indivíduo, normalmente, serve como uma continuação ou complementação da educação recebida no âmbito familiar, possibilitando conhecimentos não só acadêmicos, como também orientações quanto ao próprio desenvolvimento do jovem (Rodrigues, 1999). Portanto, é fundamental que tanto a família quanto a escola assumam a responsabilidade de formar e informar os jovens para que consolidem uma visão positiva da própria sexualidade e tornem-se capazes para tomadas de decisões maduras e responsáveis.

BIBLIOGRAFIA
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Wednesday, February 27, 2013

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