BRINCARTE

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Monday, January 21, 2008

PROJETO BRINCARTE NAS ESCOLAS



BRINCARTE DO NITOLINO: PROJETO ESCOLA DAS EDIÇÕES NASCENTE –CAMPANHA TODO DIA É DIA DE SER CRIANÇA

APRESENTAÇÃO

O espetáculo infantil e recreação educativa Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas faz parte do Projeto Escola das Edições Nascente e da campanha Todo dia é dia de ser criança.
A realização tem por base o fato de que a criança se movimenta e aprende desde o nascimento e precisa ser estimulada, propiciando um ambiente para que possa desenvolver sua imaginação, tornando mais ativo seu potencial criador.
Por esta razão, a criança no seu desenvolvimento atravessa fases e o desenvolvimento da infância na atualidade está em um processo acelerado de mudanças, quando as potencialidades estão precoces.
É preciso levar em conta que a infância tem por objetivo o treinamento, pelo jogo e brincadeira, das funções tanto psicológicas quanto psíquicas.
O jogo e a brincadeira são, assim, os centros da infância, e não se pode analisá-la sem atribuir-lhe um papel de pré-exercício, uma vez que possui o papel de exercitar as funções.
Pelo jogo e pela brincadeira a criança desenvolve as possibilidades que emergem de sua estrutura particular, concretiza as potencialidades virtuais que afloram sucessivamente à superfície de seu ser, assimila-as e as desenvolve, une-as e as combina, coordena seu ser e lhe dá vigor.
Assim, visando contribuir para formar uma criança saudável e desenvolver sua capacidade de aprender a aprender, sua capacidade de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático e seu processo de socialização com o seu meio, este projeto propõe a realização de um espetáculo infantil e recreações com atividades que desenvolvem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, pautadas no reino da fantasia e no faz de conta, envolvendo a Literatura, a Música e o Teatro Infantil em um mesmo contexto de apresentação.
Com isso, elaborou-se o espetáculo infantil “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas”, trabalhando o hábito da leitura e o respeito às diferenças por meio do frevo, contação de histórias e cantoria, articulada com os temas transversais cidadania, meio ambiente, saúde, multiculturalidade e ética, posicionando-se, assim, pela esperança de um país melhor a partir do olhar no futuro das crianças.
Este projeto se desenvolve com as perspectivas da sustentabilidade, solidariedade e alteridade, baseada nas previsões dos artigos 205 e 215 da Constituição Federal, e as determinações da Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN.
O projeto consiste na apresentação do espetáculo infantil e recreação para as crianças da Educação Infantil e do primeiro ciclo do Ensino Fundamental.
O espetáculo infantil já foi apresentado no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió, gratuitamente para a garotada das escolas da rede pública de Alagoas, e as recreações pedagógicas já foram apresentadas na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, no SESC Jaraguá e nas escolas Cecília Meirelles, Vovó Eulália, Colégio Anchieta, Elite, Imaculada Conceição, Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, entre outras.

JUSTIFICATIVA

Levantando a bandeira da dignidade humana e do exercício da cidadania na proposta de um Brasil melhor para todos, este projeto faz parte das propostas de trabalho das Edições Nascente e da campanha Todo dia é dia de ser criança.
Assim, este projeto se baseia, conforme mencionado no texto de apresentação, no poder da arte e da cultura e sua contribuição para a prática educativa e a aprendizagem, sendo a educação observada a partir dos ditames constitucionais e das previsões da LDBEN mencionadas.
Em razão disso, este projeto leva em consideração que a arte é um fazer que integra um conjunto de atos pelos quais se participa na vida, se muda a forma, se transforma, sendo a matéria oferecida pela natureza e pela cultura.
Nesse sentido, qualquer atividade humana, desde que conduzida a um fim, pode chamar-se artística. Isto quer dizer que a arte é produção; logo supõe trabalho e movimento que arranca o ser do não ser, a forma do amorfo, o ato da potência, o cosmo do caos. E vice-versa.
A partir disso, observa-se que a arte faz com que a criança por meio da brincadeira e do jogo realize seus sonhos e desejos facilmente, quantas vezes quiser, criando e recriando situações que ajudem a satisfazer alguma necessidade presente em seu interior, usando capacidades como observação, imitação e imaginação, dando lugar a uma realidade mais elaborada que além de ajudá-la a compreender a dimensão de sua existência, facilita o entendimento infantil na assimilação dos papeis sociais que fazem parte da cultura, como a família, a escola, a vida, entre outras.
É por meio desta arte representativa que a criança aprende a lidar com regras e normas sociais, desenvolvendo a capacidade de interação e aprendendo a se articular com o limite. E, para tanto, as apresentações artísticas com brincadeiras e jogos estabelecem regras que são fundamentais para as crianças de todas as idades.
Fica claro, portanto, que as crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e das invenções das brincadeiras feitas por outras crianças e adultos. Nesse processo, ampliam gradualmente sua capacidade de visualizar a riqueza do mundo externamente real e, no plano simbólico, procuram entender o mundo dos adultos, pois ainda que com conteúdos diferentes, estas brincadeiras, possuem uma característica comum: a atividade do homem e suas relações sociais e de trabalho.
Deste modo, elas desenvolvem a linguagem e a narrativa e, nesse trâmite, ainda, vão adquirindo uma melhor compreensão de si próprias e do outro, pela contraposição com coisas e pessoas que fazem parte de seu meio, e, que são, assim, culturalmente definidas também. E além de ser uma situação imaginária, é conveniente observar que as narrativas, teatralizações, cantorias e o brinquedo são também atividades regidas por regras.
Também convém ressaltar que ao brincar com o universo de vários personagens em busca de um reino no qual possa existir todas as coisas, define-se a curiosidade para saber o que são todas as coisas, além de promover, com essa curiosidade, o hábito da leitura pela pesquisa e investigação.
Assim sendo, tanto pela criação da situação imaginária, como pela definição de regras específicas, o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. Isto quer dizer que no brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real e também aprende a separar objeto/significado.
Neste caso, a brincadeira e o faz-de-conta permitem a reconstrução interna daquilo que é observado externamente e, nesse contexto, por meio da imitação são capazes de realizar ações que ultrapassam o limite de suas capacidades.
É necessário ainda evidenciar que a infância, no contexto da Psicologia da Aprendizagem, é tratada como uma etapa de preparação do pensamento para a vida adulta. Por isso, o pensamento infantil não tem ainda uma lógica racional. Entretanto, quanto ao seu desenvolvimento cognitivo, a ênfase não pode ser naquilo que a criança ainda não dá conta, mas sim naquilo que só ela é capaz de fazer.
No tocante à diversidade da expressão artística, é preciso assinalar que a literatura, a música e o teatro infantis são adequados às fases do raciocínio infantil que é dividido em idade cronológica.
Daí, entendendo que a literatura, quando essencialmente de natureza lúdica, onírica e mágica, e cujo conteúdo caracteriza-se pela inverossimilhança, por meio de músicas e teatralizações, nela aparecem os sonhos, a imaginação, o mito, o mistério, envolvendo o universo proposto que acaba se tornando num mundo encantado de brinquedo, entrando em contato com seres fantásticos e com a realidade do seu meio na metáfora da vida.
Assim, brincar de faz-de-conta leva a criança a desenvolver algumas capacidades importantes como: a atenção, a imitação, a memória e a imaginação, experimentando essa linguagem quando ela passa a atuar dominando o mundo, compreendendo como ele é.
Daí perceber-se que a importância da utilização da arte no cotidiano escolar, notadamente para as crianças de Educação Infantil e de Ensino Fundamental, possibilita um melhor relacionamento dos alunos com as práticas e o acesso ao conhecimento da arte, mas sem a pretensão de atingir uma verdade única. Isto porque a arte pode auxiliar na fundamentação de uma proposta de ensino e aprendizagem artísticos, estéticos, e atende a essa mobilidade conceitual, apontando para uma articulação do fazer, do conhecer e do exprimir.
Aprender com arte envolve, basicamente, ver e fazer trabalhos artísticos, apreciar e refletir sobre eles. Envolve, também, conhecer, refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas épocas e culturas.
Mediante o exposto, estas são as razões apresentadas que justificam a realização do presente projeto para as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental das redes pública e privada, por se tratar de um espetáculo que consiste numa apresentação pautada no faz-de-conta com o sentido da formação de uma conduta lúdica na criança por meio da representação dramática e musical, desencadeando o uso da imaginação criadora que possibilita o enriquecimento da identidade da criança ao experimentar outra forma de pensar e ser.
Tal condução amplia as concepções sobre as coisas e as pessoas no desempenho de vários papéis sociais na representação dos diversos personagens. Possibilita a brincadeira para a imaginação, elaborando hipóteses para resolução dos problemas infantis, passando a ter atitudes além do comportamento habitual de sua idade, porque busca alternativas para transformar a sua realidade.
Reitera-se que a justificativa do presente projeto, se dá em razão de que a arte, ou expressão artística, é um dos instrumentos de promoção humana e de desenvolvimento mental das crianças, suas predisposições, seus sentimentos, além de estruturar a capacidade criadora, desenvolver o raciocínio, imaginação, percepção e domínio motor. Em suma: justifica-se por envolver a preocupação com o desenvolvimento e formação da criança.

OBJETIVOS

Objetivo Geral: Promover um momento de interação entre a arte e as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental das escolas das redes pública e privada.

Objetivos Específicos:
- Levar para as crianças da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental um espetáculo pautado no faz-de-conta, cantação e contação de histórias privilegiando a oralidade e a música regional, a partir do respeito às diferenças e promovendo o hábito da leitura a partir de temas como cidadania, ética, meio ambiente, saúde e pluralidade cultural;
- Promover interação entre a arte contada, teatralizada e musicada com o universo da garotada da rede escolar;
- Enfatizar a importância da arte no processo de aprendizagem e socialização da garotada em idade escolar.

O ESPETÁCULO

ESPETÁCULO INFANTIL - O espetáculo no Teatro

O espetáculo “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” pode ser realizado no teatro ou na escola.
No teatro, já apresentamos no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no Instituo Zumbi dos Palmares, Avenida Fernandes Lima, ao lado do CEPA, onde toda estrutura teatral foi disposta para atendimento de um público infantil de 100 crianças.Veja mais aqui.
Neste local foi apresentada a peça teatral “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas”, com sorteio de livros, CDs e DVD, bem como a exposição desse material e do Brincarte Festa (doces e salgados).
A duração do espetáculo é de 90 minutos.

RECREAÇÃO - A recreação educativa na escola:

Na escola é apresentada a recreação educativa “Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas” com a exposição de livros, CDs e DVD, bem como do Brincarte Festa (doces e salgados).
A duração da recreação é de 60 minutos.

MATERIAIS NECESSÁRIOS

O material necessário para realização do Projeto são:
- No Teatro: Para o teatro é apenas necessário o fechamento da pauta com a confirmação de presença de 100 crianças e professores acompanhantes.

- Na Escola - Na escola se faz necessário:
- Som, contendo caixas de som, microfone e pedestal para apresentação da recreação;
- Espaço para exposição de banner e livros/CDs infantis

OBSERVAÇÃO: Para ambos os casos será solicitado o encaminhamento de panfletos e material de divulgações para que os supervisores e professores possam encaminhar pelas crianças para os pais acerca do evento.

BREVE CURRICULUM DO AUTOR - LUIZ ALBERTO MACHADO: Cantautor, radialista e pesquisados nas áres de Educação, Direito & Psicologia.  Formação: Letras & Direito, atualmente cursa Psicologia no Cesmac. Editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites – RJ, e integrante da Cooperativa dos Músicos de Alagoas – COMUSA. É autor de 7 livros de poesia, 8 infanto-juvenis, 2 de crônicas e do folheto de cordel Tataritaritatá. É autor de músicas gravadas por diversos nomes da música nordestina e nacional. Realiza recreações infantis, palestras, oficinas e apresentações musicais. Escreve para jornais, revistas, alternativos, sítios, blogs e portais da Internet. CONTATOS/RESERVAS/ORÇAMENTO/PRODUTOS: Fone: (82) 9606.4436 (Tim) Email:  luizalbertomachado@gmail.com
Veja mais aqui e aqui.



Gentamiga,
Visitando diversas escolas com a nossa recreação “Falange, falanginha, falangeta” dentro do projeto BRINCARTE ESCOLA, flagramos este momento da garotada.


Friday, January 18, 2008

CABOCLINHOS



Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome prá poder falar de amor

Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom

(Djavan, Sina)

Os caboclinhos é uma manifestação característica da herança indígena pernambucana que se apresenta durante o carnaval com danças e lendas que contam a glória dos antepassados. Reúne um grupo de homens, mulheres e crianças trajados com vistosos cocares de penas, saias também de penas, adereços nos braços e nos tornozelos. Alguns trazem à cabeça uma espécie de resplendor decorado com lantejoulas e pedras coloridas. O som característico da percussão executado pela preaca (arco e flecha de madeira preso por um cordão) provoca um estalido agudo fazendo a marcação para a dança. Seus instrumentos são: tarol, surdo, caracachás e inúbia (flautim ou gaita). As danças têm variações como perré e guerra. É grande a beleza plástica do conjunto: dança, indumentária e ritmo. Os componentes desfilam em duas filas indo e voltando enquanto apresentam belas e vigorosas evoluções. Têm a presença do porta-estandarte, cacique e cacica, ou mãe da tribo, rei e rainha, perós (indiozinhos), cordões laterais de índios e índias, pajé e caboclos de baque, como são chamados os componentes da orquestra.
O compositor e cantor alagoano Djavan se inspirou nos caboblinhos para compor a sua música Sina.

FONTE:
FONTE FILHO, Carlos. Espetáculos populares de Pernambuco. Recife: Bagaço, 1999.

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Thursday, January 17, 2008

WILLIAM BLAKE



A CANÇÃO DO RISO

William Blake (1757-1827), poeta, pintor e ilustrador inglês.

Enquanto as árvores felizes sorriem
E a correnteza desliza sorridente;
Enquanto o ar sorri junto à nossa alegria,
E a colina o acompanha por o teu ouvido;

Enquanto os prados riem com a exuberância do verde,
E o gafanhoto, com a paisagem, ri de contente;
Enquanto, com seus lábios vermelhos,
As meninas cantam: Tra, la, li!

Enquanto os pássaros, na toalha de nossa mesa
Repleta de iguarias, bordados, trinan,
Vem, alegra-te e junta-te a nós pra cantarmos
O suave coro que diz: Tra, la, la!

(tradução de Antonio de Campos. In: BLAKE, William. Canções da inocência e da experiência. Palmares: Bagaço, 1987).

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FOLIA TATARITARITATÁ

Wednesday, January 16, 2008

DIA DO CORTADOR DE CANA



SALMO DA CANA

Luiz Alberto Machado

Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Havendo luz ou sol sempre e o adubo perfeito
Cogitando nas mãos para a cana florescer
A cana e a febre se confundem nas docas
Como canção de cambiteiros que cantam solar
O suor e a cana atravessada no peito
Como tortura de sangue na terra de ninguém
A casa e a cana divisam seu sonho
Transformam a fome em nó de espingarda
O trabalho perfeito justinho nas sementes
Que floram no verde de sangue escondido
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Enquanto a roupa já se esqueceu de viver
O cangaço a carcaça o trabuco já se faz ofegante
Não suja a cabeça nem trai coração
Sem horizonte sem festa sem ninar
Trabalhar a cana sempre no breu da barriga
Fazendo crescer a desdita risonha
De quem nem na cana pega pra chupar
Trabalhar a cana esmolando um sorriso
À beira da penúria de quem já se foi
Enterrado entre a cana e o bocejo
Trabalhar a cana sempre nos olhos do amanhã
Ilhando a cidade o ventre e o coração
O lacre dos sinos de ventos felizes
São campos de ares senis
A cana. E o ventre já não se refaz
A cara a mesma a cana a mesma
O sol o mesmo a luz e o luar
Somente a cana não pode mudar.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992.

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FOLIA TATARITARITATÁ

Tuesday, January 15, 2008

MARACATU



Foto: do livro Espetáculos Populares de Pernambuco, de Carlos da Fonte Filho. Recife: Bagaço, 1999.

Ê, maracatu!
Maracatu do Baque Solto!
Maracatu do Baque Virado!

O maracatu é uma das manifestações culturais pernambucanas de origem afro-brasileira, misturando cultura indígena, africana e européia, formada por uma orquestra de percussão que acompanha o cortejo durante o carnaval.
Existem dois tipos de maracatus: o nação, que também é conhecido de Maracatu de Baque Virado; e o rural que é conhecido como Maracatu de Baque Solto. Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas estão o Porta-estandarte, trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o estandarte. Atrás, vêm as Damas do Paço, no máximo duas, e que carregam as Calungas, que são bonecos de origem religiosa, que simbolizam uma rainha morta. A orquestra do Maracatu Nação é composta apenas por instrumentos de percussão: vários tambores grandes (alfaias), caixas e taróis, ganzás e um gonguê (metalofone de uma ou duas campânulas, percutidas por uma vareta de metal). Hoje em dia, se usa xiquerês(instrumento confeccionado com uma cabaça e uma saia de contas). O Mestre de Toadas "puxa" os cantos, e o coro responde. As baianas têm a responsabilidade de cantar, outras vezes, são os caboclos, mas todos os dançarinos também podem participar.
O maracatu rural também conhecido Maracatu de Baque Solto tem sua origem nos cortejos africanos, sendo uma espécie de fusão de elementos dos vários folguedos populares, que vêm às ruas das cidades próximas aos engenhos de açúcar como: Goiana, Nazaré da Mata, Carpina, Palmares, Timbaúba, Vicência, dentre outras, durante o carnaval, com características e colorido próprio, garantindo sempre a presença nos carnavais do Recife. É formado por um ritmo rápido de chocalhos, percussão unissonora e acelerada do surdo, acompanhada da marcação do tarol, do ronco da cuíca, da batida cadenciada do gonguê, do barulho característico dos ganzás, um solo de trombone, e outros instrumentos de sopro que, juntos, dão ao conjunto características musicais próprias e bem diferenciadas dos maracatus tradicionais.

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FOLIA TATARITARITATÁ

Monday, January 14, 2008

FOLIA TATARITARITATÁ



Papagaio louro
de bico dourado
tu falavas tanto
qual a razão
que vives calado?

(Sinhô, Fala meu louro).

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Friday, January 11, 2008

A TERRA



A Terra é o terceiro planeta do sistema solar. Vista do exterior, a Terra apresenta o aspecto de um globo azulado. Possui dois movimentos: o de rotação, em redor do seu próprio eixo; e o de translação, em tono do sol. Geologicamente a terra pode ser descrita como uma esfera dotada de uma crosta rochosa – litosfera -, parcialmente recoberta de água – hidrosfera -, e envolvida por uma camada gasosa chamada de atmosfera.
A Terra é a nossa mãe, dela nascemos. É a nossa casa, nela moramos. É a nossa vida, nela vivemos. Então vamos cuidar da nossa mãe, casa e vida. E vamos cantar a Cantiga da Vida que está no Lobisomem Zonzo:

Não derruba mata, não derruba não!
Não polui as águas, não polua não!
A vida é um dom, viver é bom!

Não morrer de fome, não a fome não!
A casa é para o homem, a guerra não é não!
A vida é um dom, viver é bom!
Bom é viver!
Bom é viver!


© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Lobisomem zonzo. Maceió: Nascente, 1998.

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Thursday, January 10, 2008

A ORIGEM DO SOLIMÕES



Ilustração: J. Lanzellotti.

Há muitos anos, a lua era noiva do sol, que com ela queria se casar, mas, se isso acontecesse, se chegassem a se casar, destruir-se-ia o mundo. O amor ardente do sol queimaria o mundo e a lua, com as suas lágrimas, inundaria toda terra; por isso, não puderam se casar. A lua apagaria o fogo; o fogo evaporaria a água. Separaram-se, então, a lua para um lado e o sol para outro. Separaram-se. A lua chorou todo o dia e toda a noite, e foi então que as lágrimas correram por cima da terra até o mar. O mar embraveceu e por isso não pôde a lua misturar as lagrimas com as águas do mar, que meio ano corre para cima, meio ano, para baixo. Foram as lágrimas da lua que deram origem ao nosso rio Amazona. (Lenda que alude ao cataclismo que originou o vale do Amazonas e o levantamento dos Andes, recolhida por Barbosa Rodrigues. MELLO, Anísio. Estórias e lendas da Amazônia. São Paulo: Edigraf, sd).

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CARNAVAL FOLIA TATARITARITATÁ

Wednesday, January 09, 2008

CARNAVAL TARITARITATÁ



Ó abre alas
que eu quero passar
eu sou da Lira
não posso negar
”.
(Chiquinha Gonzaga, Ó abre alas).

Chiquinha Gonzaga era uma mulher admirável, abolicionista, audaciosa, feministas, mas também pianeira de choro e boêmia, inveterada e pioneira – funda a marchinha brasileira compondo, no último ano do século, seu “Ó abre alas”, que alcança enorme êxito no carnaval, lançado pelo cordão carnavalesco Rosa de Ouro. FONTE: RIBEIRO, Darcy. Brasil aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985).

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AMOR IMORTAL (Luiz Alberto Machado)
FOLIA CAETÉ (Luiz Alberto Machado)
ALVORADA (Luiz Alberto Machado)
MANGUABA (Luiz Alberto Machado)
SANTA FOLIA (Cikó Macedo - Luiz Alberto Machado)

OBS: baixe gratuitamente esses frevos em mp3 na Trama!

Tuesday, January 08, 2008

CURIOSIDADES: VOCÊ SABIA?



VOCÊ SABIA:

- Ababelar é um verbo que significa confundir, provocar desordem, confusão. Construir à semelhança da Torre de Babel.

- A astronauta norte-americana Eileen Collins tornou-se, em 1999, a primeira mulher a comandar a missão especial de um ônibus espacial.

- O abacate é o fruto do abacateiro. Possui forma ovóide ou piriforme, cuja cor ora é verde, ora arroxeada, ora amarelada. Sua polpa é abundante e saborosa.

- O Brasil ocupa 46º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial que avalia o nível de preparação de 104 nações para participar dos avanços na tecnologia da informação e de comunicação. Na América Latina o primeiro lugar é do Chile que ocupa o 35º lugar. Os Estados Unidos ainda são os primeiros em temas como qualidade de instituições de pesquisa científica e oferta de oportunidades de treinamento para trabalhar no setor.

Veja mais:
BRINCARTE
AGENDA
e PESQUISA & CIA

Monday, January 07, 2008

DIA DA LIBERDADE DE CULTO



Imagem: Dança dos índios tapuias, óleo sobre tela de Albert Eckout, 1641

Os primitivos indígenas brasileiros, na época de Pindorama, adoravam o sol e professavam a sua crença a partir de sua divinização em respeito à natureza e todos os seres vivos.
A partir de 1500, os portugueses invadiram o Brasil com o Catolicismo.
Em seguida, o tráfico dos negros que se tornavam escravizados pelos portugueses no Brasil trouxe a religião Yourubá, com os Candomblés, Macumbas e Xangôs.
Ao longo dos séculos seguintes o Brasil viu chegar judeus, protestantes, batistas, adventistas, luteranista, presbiterianistas, agnósticos, espíritas, muçulmanos, budistas, metodistas, esotéricos, hinduístas, quackers e, pelo andar da carruagem, fez a formação carnavalizante da nossa religiosidade.
A Constituição Federal brasileira garante a liberdade de crença e culto a todos que vivem no Brasil.

Veja mais Brincarte e Alvoradinha.

Friday, January 04, 2008

BRINCARTE



Gentamiga,
Este foi o primeiro volume reunindo os trabalhos dos selecionados no I Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, publicados pelas Edições Nascente, em 1998. O livrinho reuniu trabalhos em desenho, poesia e histórias dos alunos do Ensino Fundamental da rede Pública e Privada de Alagoas. A festa de lançamento foi realizada no salão Champanhe, em Maceió, reunindo a garotada, apresentações do teatrinho de Tio Beto e cobertura total do Nascente – Publicação Lítero-Cultural que circulou, depois do evento, com uma edição especial.

Veja mais Turma do Brincarte. E vem aí o Carnaval Folia Tataritaritatá!

Thursday, January 03, 2008

ERA UMA VEZ....



ERA UMA VEZ.... CRIANÇAS QUE CONTAM HISTÓRIAS

Gentamiga,
Este foi o primeiro projeto que participei envolvendo o público infanto-juvenil. Foi um projeto desenvolvido pelas Edições Bagaço em 1987, que resultou no lançamento do livro com trabalho da garotada estudantil de Palmares e Região Mata Sul de Pernambuco, apresentação de peças teatrais e o Festival do Guaraná. As peças de teatro infantil foram apresentadas por grupos teatrais palmares na adaptação que eu fiz dos textos de Elita Afonso Ferreira. Fizemos as apresentações no Clube da ACP em Palmares e no auditório da DRT, em Recife.
Foi deste projeto que nasceu a minha inclinação para escrever textos infantis que redundam hoje na Turma do Brincarte. Daí meu agradecimento à Elita Afonso Ferreira, que me deu a oportunidade de me debruçar sobre sua obra e adaptá-las para o teatro, e às Edições Bagaço, pelo apoio e raízes irmanadas até hoje.

Veja mais Turma do Brincarte.

Wednesday, January 02, 2008

VALENTE GALOZÉ



O livro “O valente Galozé” foi o primeiro título publicado pelas Edições Bagaço. O livro faz parte das obras da escritora pernambucana Elita Afonso Ferreira. No volume consta o meu depoimento:

Duas devem ser as responsabilidades do homem de hoje: uma, com o nosso tempo; outra, com a nossa terra. A nossa vez chegou: é a horagá! Apesar dos traumas da repressão econômica, política, social e cultural, chegou a hora de vencer o cerco do sinal fechado e de criar, em seu próprio bocejo, as alternativas próprias da resistência. Assim, com esse pensamento, nasceu as Edições Bagaço: sem medo das arranhuras que o próprio tempo e a própria terra possam propiciar. E assim chegou Gilberto Melo, Elita e Arnaldo Afonso, Paulo Menezes, Inez Koury e eu, numa soma de objetivos e anseios conclusivos, partindo para a comunhão da luta contra os entraves possíveis das águas revoltas deste tempo adverso. Edições Bagaço não significa mais um selo ou marca para brilhar no meio de luzes já comprometidas, mas a ruptura contra a inércia e a ociosidade, criando um minúsculo raio de espaço para a voz que represente a realidade de uma região acéfala e esconjurada. Pensamos com isso cumprir uma missão: a missão da responsabilidade com o nosso tempo e a nossa terra.

Luiz Alberto Machado

In: FERREIRA, Elita Afonso. O valente Galozé. Palmares: Bagaço, 1984.

Veja mais Elita Afonso Ferreira e Edições Bagaço.

Friday, December 21, 2007

DEPOIMENTO



Veja mais Brincarte. E com muito bom humor veja mais as previsões do Doro para 2008, as crônicas natalinas e o reveillon tataritaritatá!

De férias até 03/01/2008.
Feliz Ano Novo!
Beijabrações

Thursday, December 20, 2007

DIA DA BONDADE



Imagem: "Encontro de Amor" Med. 50X70 Tec. A.O.S.T de Flora Cavalcanti.

CRENÇA

Letra & música de Luiz Alberto Machado

É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem-vinda.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.

É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

Veja mais Música.

Wednesday, December 19, 2007

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DO PARANÁ



Paraná das cataratas do Iguaçu
Da Serra Geral, de Dalton Trevisan, Arrigo Barnabé,
De Paulo Leminsky e florestas de araucárias

Paraná dos tropeiros que sobrepujaram Cinco Irmãos,
Apucarana, Dourados, Laranjinha, Piquiri, Juquiá, Capanema e Maracaju,
Fartura, Esperança, Pitanga, Ortigueira, Caeté, Lagarto e Chagu.

Paraná de Helena Colody,
De Domingos Pellegrini
De Curitiba
E Vila Velha.

Paraná,
o pico do Paraná
E a Serra do Mar.

Luiz Alberto Machado

Tuesday, December 18, 2007

GUIA SOBRESITES DE LITERATURA INFANTIL



Excelente guia editado pelo jornalista, ilustrador e animador Paulo 'Paffomiloff', contendo dicas de portais, autores, editoras, artigos, livros e muito mais. Imperdível.

Acesse o Guia SobreSites de Literatura Infantil.

Monday, December 17, 2007

CARALÂMPIA



Foto: Beco Monteiro/Divulgação.

Caralâmpia é o programa infantil apresentado pela TV Educativa e as rádios Difusora e Educativa, conduzido por Tati Campos e Márcia Mariah. A radialista Márcia Mariah, no papel da boneca Caralâmpia, conversa com os personagens Jojó (Ginaldo Santos) e Eugênia (Waleska Machado), conta histórias no Baú de Letrinhas, lê cartinhas no quadro Pombo-correio e entrevista escritores e artistas locais. No comando da direção de arte, Tati Campos elabora roteiros que aproximam o mundo real do universo do faz-de-conta, bem como concilia passado e presente, por meio de um repertório musical que vai dos anos 70 até os dias atuais. Na versão da TV, o programa Caralâmpia exibe desenhos animados, produzidos com a parceria do Anax Cartoons, um núcleo experimental de animação localizado em Maceió. Os roteiros utilizam temas ligados ao cotidiano e ao comportamento das crianças, ao meio ambiente e à cultura. O programa Caralâmpia na TV é apresentado pela atriz Márcia Mariah e produzido pela escritora e jornalista Simone Cavalcante. Com o objetivo principal de educar e divertir, o programa é voltado para crianças entre zero e seis anos de idade. formato do programa caminha em duas linhas de atuação: a contação de histórias e a oficina de brinquedos populares.

Veja mais Brincarte.

Friday, December 14, 2007

TURMA DO BRINCARTE



Gentamiga,
Tudo começou assim: de uma crença no futuro. Uma crença teimosa feita de sonhos. Um sonho de criança, eureka! Pois é, brincar com arte, brincarte. Aí foi tomando vulto. Primeiro com “O reino encantado de todas as coisas”, publicado em 1992, pelas Edições Bagaço. Depois, “Falange, Falanginha, Falangeta”, em 1995, que virou recreação e foi adotado em diversas escolas do Ensino Fundamental. Veio então “O lobisomem zonzo”, em 1998, transformado, posteriormente, em peça teatral infantil e já premiada. Em seguida, “O cravo e a rosa”, 1999, um sucesso absoluto, esgotado em menos de um ano. Até que chegou o “Alvoradinha: calango verde do mato bom”, em 2001, também esgotado no mesmo ano. Ficou a teimosia. Não podia ser, realmente, de outro jeito: a criança insistia e fez valer dentro de mim cultivando ternura, igualdade, justiça e solidariedade com muita brincadeira e alegria. Aí foi juntando outros personagens: MenininhoNito, Pai Lula, Tia Conça e foram construindo esse universo que chegou no Nitolino, aquele que levará a palavra do universo “Brincarte” para as escolas de Educação Infantil e do Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental.
Nitolino apresentará acompanhado do seu violão, da sua dramatização e da vontade de dizer alguma coisa para a criançada numa recreação que dura uma hora, contando todas as brincadeiras dos livros publicados por Luiz Alberto Machado. Esta recreação pode ser apresentada em salas de aula, em auditórios, eventos e efemérides, onde o personagem contará histórias, fará brincadeiras, dramatizará e cantará com a garotada.
E se tiver interesse na recreação Brincarte com Nitolino, é só contatar pelo fone 82.8845.4611, ou pelo mail lualma@terra.com.br ou na HomeLAM: www.luizalbertomachado.com.br

Veja mais a Turma do Brincarte.

Thursday, December 13, 2007

DIA DO MARINHEIRO



Quem te ensinou a nadar
Quem te ensinou a nadar
quem te ensinou a nadar
Foi, foi marinheiro
Foi os peixinhos do mar

(Peixinhos do Mar, cantiga de roda, domínio popular).

Eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da bahia
Marinheiro só
De são salvador
Marinheiro só
Marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Ô, quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro sóem
Marinheiro só
Como ele vem faceiro
Marinheiro só

Todo de branco
Marinheiro só
Com o seu bonezinho
Marinheiro só

Ô, marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Ô, quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só

(Marinheiro Só, arranjo e adaptação de Caetano Veloso).

Wednesday, December 12, 2007

RUTH QUINTELLA



AMARELINHA, UMA PEQUENA BORBOLETA

A pequena borboleta era muito tímida e insegura, mas, quando a mata foi ameaçada por um grande incêndio e aquelas borboletas que Amarelinha achava tão saídas e inteligentes se mostraram limitadas, ela foi à luta, encontrando o seu próprio caminho. Formato: 21x21cm 24 págs. ilustradas e coloridas. Recomendado a partir da 2ª série Ilustrações: Ruth Quintella.

Veja este livro nas Edições Bagaço.

Tuesday, December 11, 2007

ALÒ ESCOLA



Gentamiga,
O Alô Escola é um espaço da TV Cultura dedicado ao universo infantil, reunindo Brincar é bom, O sonho de Júlio, Chuá-Chuágua & muito mais.
Confira.

Monday, December 10, 2007

AVENTUREIROS DO UNA



Olá, gentamiga!
Este foi o número inaugural do projeto Aventureiros do Una, uma revistinha em quadrinhos com roteiro de Luiz Alberto Machado e arte/desenho do artista plástico penambucano Rolandry Silbvério.
Aventureiros do Una circulou por 4 números no ano de 1982, fazendo bastante sucesso entre a garotada.

Veja mais a Turma do Brincarte.

Friday, December 07, 2007

CONFRATERNIZAÇÃO & REVEILLON TATARITARITATÁ!



Atenção, garotada!
Vem aí a confraternização tataritaritatá. Aguarde.
Enquanto isso, curta as músicas do Reveillon Tataritatá acessando:

FOLIA CAETÉ
SANTA FOLIA
ALVORADA
MANGUABA
&
AMOR IMORTAL

Thursday, December 06, 2007

PAULO CALDAS



O escritor, poeta e editor pernambucano Paulo Caldas é autor de diversos livros destinados ao público infanto-juvenil. Dentre suas obras estão: “Era Uma Vez Um Quintal” de 1982, “Era Uma Fazenda”, de 1983, “Asas pra Que te Quero” de 1985, “Esses Bichos Maravilhosos e Suas Incríveis Aventuras”, de 1988, dentre outros que figuram nas publicações das Edições Bagaço. Conheça melhor Paulo Caldas e seus livros nas Edições Bagaço.

Wednesday, December 05, 2007

ANIVERSÁRIO DE MACEIÓ



Ô Maceió
É três mulé prum homem só
Ô Maceió
É três mulé prum homem só
Eu fui batizado na capela do farol
Matriz de Santa Rita,
Maceió
Eu fui batizado na capela do farol
Matriz de santa Rita,
Maceió
mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula
Disposto a colar grau na escola da natura
Se alguém me perguntar
Não tenho nada a dizer
Pois eu, pra me realizar
Preciso morrer
Mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula
Disposto a colar um grau na escola da natura
Se alguém me perguntar
Não tenho nada a dizer
Pois eu, pra me realizar preciso morrer
Você me deu liberdade
Pra meu destino escolher
E quando sentir saudades
Poder chorar por você
Não vê, minha terra mãe
Que estou a me lamentar
É que eu fui condenado a viver do que cantar
A--la, a--la, ala, Alagoas
A--la, a--la, ala, Alagoas
Eu fui batizado na capela do farol......

(Djavan, Alagoas).

Veja uma entrevista que eu fiz com Djavan. E veja mais entrevistas.

Friday, November 30, 2007

TURMA DO BRINCARTE



Olá, gentamiga,
Vamos conhecer a turminha do Brincarte!!

NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS


MENININHONITO
MINDINHO
CANTIGA DAS FALANGES
BRINCANDO
TIA CONÇA
PAI LULA
LOBISOMEM ZONZO
ALVORADINHA
O REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS
O CRAVO E A ROSA
FALANGE FALANGINHA FALANGETA
FREVO
RÉVEILLON TATARITARITATÁ
CRIANÇA

Aguardo sua visita e comentário!

Beijabrações
Luiz Alberto Machado

Veja mais Brincarte e EVENTOS COM PARTICIPAÇÕES DE LUIZ ALBERTO MACHADO.

LIXO



SEIS RAZOES PARA DIMINUIR O LIXO NO MUNDO – Um livro propõe o gerenciamento do próprio lixo, acompanhando tendência internacional de conscientização ambiental. Por ano, 30 bilhões de toneladas de lixo são jogadas no nosso planeta. 88% do lixo doméstico é descarregado em aterros sanitários. Em países mais desenvolvidos, a produção de lixo diária, por habitante, é de cerca de 3,2 Kg. Produzimos cerca de 80 milhões de toneladas de plástico por ano. Só no Brasil, 100 milhões de pneus estão espalhados nos aterros, rios, terrenos baldios e em mais de 3 mil lixões distribuídos pelo país. Com o aumento gradativo do buraco na camada de ozônio e do aquecimento global provocados pela emissão de gases poluentes, cresceu a consciência mundial, chamando a atenção da humanidade para a questão da geração e do destino do lixo. É natural, portanto, que se trabalhe essa consciência ambiental especialmente com as novas gerações. Trilhando este caminho, a Escrituras Editora publica Seis razões para diminuir o lixo no mundo, terceiro livro da série, iniciada pelo Seis razões para amar a natureza e Seis razões para cuidar bem da água, todos de autoria do professor Nílson Machado, da Faculdade de Educação da USP, e da pedagoga Silmara Casadei, com ilustrações de Vera Andrade. Escrito em linguagem poética extremamente lúdica, o jovem leitor descobre a origem da palavra lixo e seus diferentes tipos; a história do lixo na Pré-História, na Mesopotâmia, na Roma Antiga, na Idade Média; a criação do primeiro depósito de lixo do mundo; os primeiros serviços de coleta; as transformações surgidas com a Revolução Industrial, o surgimento das primeiras incineradoras; os 3Rs -- reduzir, reutilizar e reciclar
-- na prática: a exploração de recursos naturais, o consumo de energia, a poluição do solo, da água e do ar, os aterros sanitários, o desperdício de produtos reutilizáveis e alimentos, os gastos com a limpeza urbana, a geração de emprego e renda pela comercialização dos produtos recicláveis. O livro mostra também os sucateiros como verdadeiros agentes ambientais e, finalmente, propõe a consciência do gerenciamento do próprio lixo. No final da obra, os autores apresentam projetos que obtiveram sucesso na revitalização de cidades que cuidam do meio ambiente, como Florianópolis, no reaproveitamento de brinquedos e outros objetos e o Banco de alimentos criado pela Ceagesp (São Paulo), indicando receitas culinárias com sobras. Propõem o teste (individual) da Pegada Ecológica, para analisar o impacto humano na Terra, e apresentam sugestões bibliográficas, além de abrir espaço para a criança planejar ações e projetos de reciclagem.
Sobre os autores e a ilustradora:
Nílson José Machado nasceu em Olinda, Pernambuco, mas vive em São Paulo desde 1969. É professor de cursos de graduação e pós-graduação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Escreveu diversos livros, frutos de seu trabalho acadêmico, como Matemática e Língua Materna, Epistemologia e Didática, Cidadania e Educação, Educação: projetos e valores e Conhecimento e Valor. Também é autor de mais de uma dezena de livros infantis, todos escritos em linguagem poética -- Bichionário, Lua e Sol, Cidadania é Quando..., Anão e Gigante -- e a coleção Histórias de contar, que já abriga seis títulos: Contando de um a dez, Contando com o relógio, Amigos para ler e contar, Contando com o espelho, O pirulito do pato e A peteca do pinto.
Silmara Rascalha Casadei nasceu em São Paulo (SP), é pedagoga e MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mestranda em Educação na PUC-SP, trabalha com crianças e jovens há 25 anos. Membro da Academia de Letras da Grande São Paulo. É autora de projetos de Educação Familiar e Educação para a Paz, dentre eles: Programa Convivendo em Família e Qualidade de vida para as crianças. É co-autora do projeto Voluntários da Paz e Leia -- Aprendendo a ler o mundo. Autora de livros para a infância e poetisa, sua paixão é escrever para ajudar o planeta. Orvalhinho - O médico de corações, Leia para crianças, Solidariedade na escola cidadã, O mundo encantado, Poemas dos Campos e Poemas do Mar são alguns de seus livros.
Vera Andrade nasceu em São Paulo (SP) e formou-se em Comunicação Visual pela FAAP. É professora de Artes Plásticas, diagramadora, designer gráfica, diretora de arte, ilustradora e autora de histórias infantis. Já ilustrou mais de dez livros, sendo que de um deles -- Shortestórias -- é também autora.
Consultoria: Michele Rascalha, bióloga e especialista em Educação Ambiental - USP. Título: Seis razões para diminuir o lixo do mundo texto: Nílson José Machado e Silmara Rascalha Casadei Ilustrações: Vera Andrade Coleção: Escritinha Gênero: Literatura infantil ISBN: 978-85-7531-276-6 Formato: brochura, impresso em papel Reciclato, 20,5 X 20,5 cm Páginas: 56 Peso: 200 g Preço: R$ 18,00 Escritinha - selo infanto-juvenil da Escrituras Editora Carmen Barreto Comunicação e Imprensa imprensa@escrituras.com.br Escrituras Editora Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana 04012-100 - São Paulo - SP – Brasil Novos telefones: (11) 5904-4499 (Pabx)/5904-4492 (direto) Visite nosso site: www.escrituras.com.br

Veja mais no Guia de Poesia.

Tuesday, November 27, 2007

MENININHONITO



Gentamiga,
O MeninininhoNito ganha corpo no traço da Derinha Rocha. Agora ele anda todo chique, todo pabo e cheio das pregas.

Veja mais dele abaixo:
A BOLA MURCHA DO MENININHONITO
MENININHONITO QUER SER SUPER-HEROI
O TRELOSO

Monday, November 26, 2007

TURADINHAS



Turadinhas é o excelente trabalho da dupla Bruno Grossi e Diane Mazzoni. Imperdível.

Veja mais Brincarte. E no Tataritaritatá!

Friday, November 23, 2007

CRIANÇA NO YOUTUBE

Gentamiga,
A minha cançãozinha “Criança” está indo muito bem no YouTube! Por isso trago aqui procê!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Letra & música de Luiz Alberto Machado. Arte: Derinha Rocha.

Veja o clipe de Criança. E + Música. E mais: a Confraternização Tataritaritatá e os clipes na Agenda.

Thursday, November 22, 2007

DIA DA MÚSICA



CANTADOR

Música & letra de Luiz Alberto Machado

A vida passa em cada passo do caminho
Vou passarinho professando a minha fé
Vou bem cedinho pela estrada que se espalma
O Nordeste em minha alma
Nos catombos do trupé
Vou Severino percorrer légua tirana
Com toda aventura humana
No solado do meu pé.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.

Vou com meu canto em cada canto lado a lado
Vou com cuidado afinando o meu gogó
Sem ter espanto, todo só de luz armado
Tino aceso e aprumado
Evitando um quiprocó.
Vou confiante, entre o céu e a terra, a ponte
No destino do horizonte
Vou bater até no sol.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.

Digo bem alto e minha crença toma abrigo
Sem ter asilo na redoma do mundão
Sigo o sermão no rumo a rota do estradeiro
Assuntando o paradeiro
Na melhor entonação.
Passo nos peitos a ficar comendo orvalho
Se cantar é o meu trabalho
Deus me dê toda canção.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

Veja o clipe de Cantador. + Música. E vem aí o REVEILLON TATARITARITATÁ!!!

Wednesday, November 21, 2007

DIA MUNDIAL DA TELEVISÃO



AS PREFERIDAS DA TIA CONÇA!!

Gentamiga, mais uma vez trago uma das músicas preferidas da Tia Conça. Confira abaixo.

A TELEVISÃO

Chico Buarque

O homem da rua
Fica só por teimosia
Não encontra companhia
Mas pra casa não vai não
Em casa a roda
Já mudou, que a moda muda
A roda é triste, a roda é muda
Em volta lá da televisão
No céu a lua
Surge grande e muito prosa
Dá uma volta graciosa
Pra chamar as atenções
O homem da rua
Que da lua está distante
Por ser nego bem falante
Fala só com seus botões

O homem da rua
Com seu tamborim calado
Já pode esperar sentado
Sua escola não vem não
A sua gente
Está aprendendo humildemente
Um batuque diferente
Que vem lá da televisão
No céu a lua
Que não estava no programa
Cheia e nua, chega e chama
Pra mostrar evoluções
O homem da rua
Não percebe o seu chamego
E por falta doutro nego
Samba só com seus botões

Os namorados
Já dispensam seu namoro
Quem quer riso, quem quer choro
Não faz mais esforço não
E a própria vida
Ainda vai sentar sentida
Vendo a vida mais vivida
Que vem lá da televisão
O homem da rua
Por ser nego conformado
Deixa a lua ali de lado
E vai ligar os seus botões
No céu a lua
Encabulada e já minguando
Numa nuvem se ocultando
Vai de volta pros sertões


Veja mais Brincarte. E vem aí o Reveillon Tataritaritatá!!!

Tuesday, November 20, 2007

DIA UNIVERSAL DA CRIANÇA



CRIANÇA

Música & Letra de Luiz Alberto Machado

Brinquedo de criança
Que eu vou brincar
Contigo nesta noite
Eu quero me embalar
Coisas de infância
Que eu vou sonhar
Com novas brincadeiras
Que eu vou inventar
Brincando de cantiga
Que eu vou cantar
Cantando a minha vida
Que já vai começar
Pular amarelinha
Ou estudar toda lição
São coisas que a gente
Vai guardar no coração
Ou pula academia
Ou faz a roda ou garrafão
Jogando bola o tempo todo
Para alegrar nossa canção
Capelinha de melão
É de São JoãoÉ de cravo, é de rosa
É de manjericão
Pular corda direitinho
Pula fora, não
Se pular a corda fora
Leva um beliscão
O seu rei mandou dizer
Pra cantar outra canção
Que a cantiga já ta feita
E não tem outra não
Não tem outra não
Não tem outra não
Não tem outra
Não.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Falange, falanginha, falangeta. Maceió: Nascente, 1995. E apresentada no show “Por um novo dia”, de Luiz Alberto Machado, na temporada de 1986/87. Também apresentada nas recreações educativas “Falange, Falanginha, Falangeta” e “Brincarte”.

Veja o clipe de CRIANÇA. E vem aí o Reveillon Tataritaritatá!!!

Monday, November 19, 2007

DIA DA BANDEIRA



HINO À BANDEIRA DO BRASIL

(Música de Francisco Braga – 1868/1845 & letra de Olavo Bilac – 1865/1918)

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amados,
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Para sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


Ouça o nosso lindíssimo Hino à Bandeira.