LER BEM – Foram 3 encontros, dias 29 de junho,07 e 14 de julho de 2026,
com o estudante Zeus Vinícius Barbosa Holanda, da Escola Municipal
Professora Maria Elizabete de Oliveira Calado, em Palmares, Pernambuco.
Sob a coordenação do professor e poeta
Admmauro Gommes, os encontros ocorreram no Observatório de Linguagens, Centro
de Treinamento Douglas Marques, da Semed – Palmares, com acompanhamento do
professor Emerson José Oliveira da Silva e dos técnicos da Semed, comandados
pelo professor Valmir Melo.
Nesses encontros foram procedidas, desde
a etapa anterior, conversas preliminares com o estudante participante, que
realizou em seguida leitura em voz alta para
avaliação, diagnóstico e sensibilização. Observou-se durante as leituras
efetuadas as questões atinentes às pausas e ritmo de leitura, os sinais de
pontuação, bem como observância das necessidades e determinação de exercícios e
treinos. Repetiu-se novos exercícios de leitura em voz alta de trechos do livro
em estudo, identificando a necessidade de exercícios de dicção, o nível de
expressão, a maneira de utilização e articulação das sílabas, palavras, frases
e períodos; o nível de articulação dos sons e das sílabas na leitura, a clareza
e confiança na produção dos sons da fala, a velocidade e o tom adequado, a
altura da voz, a pronúncia, a intensidade, o ritmo congruente de leitura,
visualização de ressonância (potência) e clareza da fala como base da projeção
vocal dos alunos, ritmos (normal, lento, acelerado), altura (voz alta, baixa,
normal), entonação e sentimento (alegre, triste, raivoso, distante),
recomendando-se a realização de exercícios para o alunos, sob a observância de
professores, gestores e pais, tanto em sala de aula, como no ambiente
residencial do aluno. Também foram procedidos exercícios de respiração, leitura
com rolha, trava-línguas, audição de áudio da obra estudada para identificação
de palavras de outros idiomas, exercício de leitura no espelho, exercício de
auto-escuta, entre outros. Ao finalizar o encontro foram refeitos exercícios de
respiração e dicção, de postura e segurança com treino de ritmo e velocidade
adequada, reiterando-se as recomendações passadas.
A obra
estudada foi A volta ao mundo em 80 dias (Le tour du monde en
quatre-vingts jours - FTD, 2013), do
escritor francês como Júlio Verne (Jules Gabriel Verne – 1828-1906), considerado
o inventor do gênero de ficção científica e que na obra publicada em 1873,
retrata a tentativa do solitário cavalheiro inglês Phileas Fogg e seu empregado,
Passepartout, de dar a volta no mundo em 80 dias. O protagonista acorda
rotineiramente sempre no mesmo horário, faz a barba, toma café da manhã e parte
para o Reform Club, onde passa o restante do dia para ler os principais
jornais da capital inglesa. À noite, reúne-se com os colegas para a tradicional
partida de uíste (jogo de cartas para duas duplas, ancestral do bridge) e para
comentar os assuntos do dia. À meia-noite, pontualmente, volta para casa. E
assim se segue até o fatídico dia da aposta, ao surgir o assunto do roubo no
Banco da Inglaterra, especulando-se à mesa qual o paradeiro do ladrão, quando
Fogg refere-se que ele poderia estar em qualquer lugar, uma vez que, causado
pelos avanços tecnológicos, qualquer um seria capaz de dar a volta ao mundo em
apenas 80 dias. Todos discordam e apostam. Fogg e Passepartout partem em viagem
para pegar um trem para o sul da Europa e, de lá, um vapor para o Suez, na
África. No seu encalço, entretanto, segue um detetive inglês, convicto de que
havia sido Fogg quem roubara o banco londrino. O detective Fix segue-os quando pegam
outro navio em Suez com destino a Bombaim, na ìndia, certo de que fora Fogg
quem roubara aquele banco. Em Bombaim pegam um trem para Calcutá e o imprevisto
da ferrovia inacabada. Tiveram, então, que descer na metade do caminho e
improvisar um segundo meio de transporte até chegar ao outro ponto da rede,
onde haveria outro trem. Fogg compra para si um elefante, e seguem viagem. Um
guia é contratado para levá-los selva adentro até alcançarem a outra parte da
ferrovia. No caminho, presenciam um estranho ritual nativo que lhes dá
calafrios: uma bela mulher era carregada para ser queimada viva junto ao corpo
do marido, já morto. Tinham o costume de que, se o marido morresse, a mulher
deveria morrer junto. Fogg decide resgatar a moça e Passepartout finge que é o
cadáver e entra no caixão. Na hora do ritual, levanta de seu leito fúnebre e
carrega a donzela nos braços, provocando arrepios nos que assistiam à
cerimônia. Chegam em Calcutá com Aouda, de lá para Hong Kong em navio, quando
Fix decide contar de os estar seguindo. Daí ocorrem outros imprevistos e seguem
para os Estados Unidos. E retornam ao Reino Unido em tempo de Fogg ganhar a
aposta, quando Fix consegue prendê-lo. Entretanto, o verdadeiro ladrão já havia
sido preso há três dias, e após algumas horas Fogg é solto. Partem em correria
os três, Fogg, Passepartout e Aouda, quando esta pede Fogg em casamento e, ao
mesmo tempo, ganha a aposta. Esta obra é considerada uma das maiores da
literatura mundial, tendo inspirado adaptação para o teatro e o cinema.
LER BEM - O concurso Ler Bem é uma iniciativa da Associação
Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA) para incentivar a leitura
entre estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de escolas municipais de
Pernambuco. O objetivo principal é promover o hábito da leitura e desenvolver
habilidades de leitura e interpretação, estimular a espontaneidade na leitura,
além de reconhecer e premiar alunos que demonstrem excelente desempenho em
leitura em voz alta, com foco em obras literárias específicas.
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