BRINCARTE

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Friday, February 06, 2015

O DRAMA DA CRIANÇA BEM DOTADA, DE ALICE MILLER


O DRAMA DA CRIANÇA BEM DOTADA – O livro O drama da criança bem dotada: como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos, de Alice Miller, trata a temas atinentes às crianças bem dotadas, depressão e grandiosidade, formação da negação, o circulo vicioso do desprezo, questões que envolvem a formação e deformação na vida de pais e filhos, a construção da pessoa na infância, a importância do contato inicial da mãe com a criança recém-nascida, o espelho entre mãe e filho, o amor incondicional e o amor manipulativo, a projeção nos filhos, traumas causados na relação pais e filhos, as conseqüências, a manipulação dos terapeutas com seus pacientes, traumas infantis, pais reprimidos, o banho, a forma perversa, pais violentos, idealização dos pais, a barreira dos sentimentos contrários, a auto-enganação, Ingmar Bergman, o artista explorando seus traumas por meio da arte, Hermann Hesse e a depravação do mundo infantil, o processo educativo alienante e caduco, entre outros importantes assuntos para pais e familiares.

REFERÊNCIA
MILLER, Alice. O drama da criança bem dotada: como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos. São Paulo: Summus, 1997.

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Tuesday, February 03, 2015

PAIS QUE EDUCAM, DE CERES ALVES DE ARAUJO


PAIS QUE EDUCAM – O livro Pais que educam: uma aventura inesquecível, de Ceres Alves de Araujo, trata sobre a preocupação dos especialistas no ensino sobre a reestruturação do papel da escola e do professor, com a percepção de que a aplicação de teorias psicológicas e pedagógicas, que tiveram sua importância no passado, talvez não sirva, na sua totalidade, nos dias de hoje, podendo ter efeitos colaterais indesejáveis, como estimular o desenvolvimento de uma criança onipotente e prepotente, que acha que sabe mais que o professor, os pais e de todos. Nessas condições, não vê ninguém em posição de lhe transmitir algum ensinamento. A tendência dessa criança é se fechar para o aprendizado com o outro, o que pode ser catastrófico para ela mais tarde. Trabalhos recentes nas áreas de educação e da psicologia mostram que a criança precisa aprender da mesma forma com que o homem desenvolve sua inteligência mediante o relacionamento com outras pessoas. Dentro desse aprendizado surge a inteligência emocional que é uma troca de aprendizagens. Em razão disso, é fundamental que o professor exerça o seu papel na contribuição dessa aprendizagem, na sua relação com seus alunos: ao invés de impor respeito com o autoritarismo, deve interagir com a criança de forma a motivá-la pela busca de novos saberes e despertando o interesse por novos conhecimentos. O desenvolvimento de uma relação sabia entre professor e aluno, tem efeitos que se prolongam por toda vida, uma vez que o aprendizado não tem fim e o conhecimento será usado na evolução do individuo no sentido cultural, humano e profissional. Por outro lado, se a criança for levada a crer que é capaz de construir seu conhecimento sozinha, certamente terá problema de relacionamento com quem exerce uma função de autoridade em sua vida. Além do mais, o papel do professor não deve ser confundido com os dos pais, e vice-versa. A tarefa de educar cabe aos dois, mas em esferas diferentes. Quem tem de cuidar para que a criança tenha uma letra legível ou mantenha os cadernos em ordem é o professor, não os pais. Se a criança diz palavrões ou briga muito na escola, este é um problema dos pais, não do professor. Quando esses papeis são compreendidos e bem exercidos, a função dos pais e dos mestres complementares a educação da criança.

REFERÊNCIA
ARAUJO, Ceres. Pais que educam: uma aventura inesquecível. São Paulo: Gente,

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Saturday, November 15, 2014

PSICODRAMA COM CRIANÇAS


FAZ-DE-CONTA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL - Para a mestre e doutora em Psicologia, Maria de Lima Salum Morais, uma das principais questões da brincadeira de faz-de-conta traz o entendimento de que a criança, no brinquedo, é relativamente livre das pressões ambientais ou impostas pela realidade social; a criança não distingue ou confunde formas e níveis de realidade; a criança acredita, é consciente de que, ao brincar, está lidando com uma realidade diferente daquela do cotidiano; e que o brinquedo difere da realidade na medida em que há comportamentos que são inibidos numa situação real, mas permitidos se encarados como brinquedo. Ao constatar que a criança, ao mesmo tempo em que atinge maior realidade, através de imitações mais perfeitas, cada vez mais se distancia de sua realidade, está implícito que se podem distinguir ao menos dois níveis de realidade: a realidade individual ou subjetiva, a nível de vivências internas, se contrapõe à realidade objetiva, partilhada. Ao mesmo tempo que no brinquedo imaginativo experimenta uma realidade que não é a sua corriqueiramente, a criança de 4 a 5 anos parece distinguir muito bem a ficção da realidade objetiva. Os benefícios apontados são externos ao brinquedo, mas a distinção entre o brincar e a realidade é essencial, também dentro do grupo de brinquedo, para que a criança possa compreender o comportamento dos parceiros na brincadeira. Faz parte das regras do jogo compreender quando há ou não simulação e uma violação das regras pode acarretar o término do brinquedo. Estabelece-se ainda um outro nível de relação entre fazer-de-conta e realidade: a relação social do grupo maior a que os indivíduos pertencem. A criança incorpora as expectativas, valores, opiniões, papéis e relações presentes na macro-sociedade, que constituem a realidade social mais ampla. A criança, na brincadeira coletiva, é também restrita e controlada pelos valores do grupo de brinquedo que são incorporadas da realidade social mais ampla: ser forte, influente, assertivo. A representação de papéis no brinquedo coletivo pode, ainda, ajudar a criança a perceber a complementaridade dos papéis sociais que representa simbolicamente. Por exemplo, ao brincar de família, são distribuídos entre os participantes do grupo os papéis de pai, mãe, filhos e outros, como empregada, avó, etc. O brinquedo sociodramatico possibilita, também, o treino na representação de papéis adultos numa situação segura, em que erros de desempenho não são punidos, como seriam na vida real. Essa é, da mesma forma, uma das prerrogativas do Psicodrama. Se a criança é constantemente restrita e controlada pelos adultos em sua conduta de vida diária, pode ser através do brinquedo e do grupo de companheiros que ela se sinta eficaz e adquira um senso de domínio sobre o mundo. Constatamos que a criança se mantém por longos períodos em situação de simulação, acrescentando novas transformações simbólicas quando a situação de brinquedo aproxima-se de um desenlace. Assim, os indivíduos são feridos ou mortos e depois reabilitados. Se uma criança, saindo de uma nave espacial, corre o risco de perder-se no espaço, ela é recuperada ou o tema do brinquedo é mudado. Outro motivo possível para brincar é o de que, por estar a criança num estado de pouca ativação, ou de monotonia, por falta de estimulação externa suficientemente incentivadora, ela se volta para suas experiências internas, procurando nelas o que o mundo externo perdeu em poder de estimulação. Através do reviver de experiências passadas, agradável ou penosamente perturbadoras, a criança conseguiria manter-se num nível ótimo de ativação. Quando a brincadeira perde as características estimuladoras, ela recorre a novos elementos para tornar sua atividade novamente interessante. É viável supor-se que a situação segura do brinquedo – em que os erros são punidos suavemente pelos membros do grupo – pode reduzir o medo e a ansiedade que certas situação produziriam na vida real. E nesse sentido, a criança procuraria explorar suas reações e experiências para reduzir a carga de ansiedade que algumas situações lhe trazem, numa posição mais segura e menos amedrontadora que a da vida real. Essa é a posição do “como se” que ocorre espontaneamente no brinquedo e que se propicia no cenário psicodramático.

REFERÊNCIAS
GONÇAVES, Camila (Org.). Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível. São Paulo: Ágora, 1988.
MORAIS, Maria de Lima Salum. Psicodrama e participação social: faz-de-conta e participação social. In: GONÇAVES, Camila (Org.). Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível. São Paulo: Ágora, 1988.

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Tuesday, August 12, 2014

ORIENTAÇÃO DE PAIS – NOVAS PERSPECTIVAS NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


ORIENTAÇÃO DE PAIS – No livro Orientação de pais: novas perspectivas no desenvolvimento de crianças e adolescentes, de Ivonise Fernandes da Motta defende que “[...] para prestar auxilio à criança em desenvolvimento, é importante compreender os pais e as dificuldades apresentadas na relação com o filho. A criança, assim como os pais e a família, tem uma história. O ligar que a criança ocupa nessa história é relevante para se compreender seu desenvolvimento e os obstáculos encontrados nesse percurso. A compreensão dessa história é fundamental para a compreensão do sintoma ou angustia emergentes e a intervenção psicoterápica a ser realizada”. Em vista disso a obra aborda a questão da orientação dos pais sob a fundamentação psicanalítica, o conceito de saúde mental, Freud, Erikson, Melanie Klein, Winnicott, Françoise Dolto, psicanálise e pediatria, importância da prevenção da saúde mental na infância, as queixas, sintomas e angustias apresentadas na demanda dos pais, diagnóstico, modalidades de intervenções, processo de orientação, atendimento psicoterápico com a criança, os pais e o universo psíquico dos filhos, aumento de contato com a realidade psíquica do filho, compreensão do sintoma da criança pelos pais em referencia a significo em termos de desenvolvimento mental, o auxilio dos pais em relação ao sintoma e a dificuldade apresentada, aceitação da realização de psicoterapia de base analítica de longa duração, a função de continência de angustias exercidas pelos pais, a função de espelho no relacionamento pais-filhos, a capacidade para depressão dos pais, o empreendimento de tentativas de reparação na relação pais-filhos, trabalho clínico e as novas perspectivas na área de investigação, entre outras experiências e assuntos.

REFERÊNCIA
MOTTA, Ivonise. Orientação de pais: novas perspectivas no desenvolvimento de crianças e adolescentes. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.

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